
A Agência Reguladora Multissetorial da Economia (ARME) esclareceu esta quarta-feira, 06, que o aumento médio de 4,4% nos preços dos combustíveis em maio resulta da forte pressão dos mercados internacionais, que tem influenciado diretamente as cotações do petróleo e seus derivados.
Segundo a entidade reguladora, a atual conjuntura global, marcada por instabilidade geopolítica e flutuações no abastecimento energético, levou o Governo a suspender temporariamente o mecanismo automático de fixação de preços, como forma de mitigar impactos mais severos na economia nacional.
A medida, em vigor entre 1 de abril e 30 de junho de 2026, visa proteger o poder de compra das famílias, assegurar a continuidade das atividades económicas e evitar aumentos abruptos que poderiam agravar o custo de vida.
Durante este período, os preços passam a ser definidos administrativamente pela ARME, tendo em conta os valores do mês anterior, os limites de ajustamento estabelecidos e o acompanhamento permanente dos mercados internacionais.
Para maio, foram autorizados aumentos diferenciados por tipo de combustível, com destaque para gasolina, petróleo e gasóleo normal, que podem subir até 8%, enquanto o gás butano manteve os preços inalterados.
A ARME sublinha que, sem esta intervenção, os preços poderiam ter registado aumentos superiores a 40%, reforçando que a decisão procura equilibrar a proteção dos consumidores com a sustentabilidade do setor energético.












































