Quinta-feira, 17 Setembro 2026

Um número, um nome, uma frase

BCV devolve 3,1 milhões de escudos a clientes lesados por bancos

O Banco de Cabo Verde garantiu, ao longo de 2025, a restituição de 3.154.582 (três milhões, cento e cinquenta e quatro mil, quinhentos e oitenta e dois) escudos a consumidores financeiros lesados por instituições bancárias e seguradoras, conforme um comunicado divulgado hoje, 17, pelo BCV.

Conforme a mesma fonte, este valor é resultado direto do acompanhamento de 278 reclamações apresentadas junto do regulador, presente no Relatório de Supervisão Comportamental relativo ao ano passado (2025).

Das queixas recebidas, uma média de 23 por mês, 245 diziam respeito ao setor bancário e 33 ao setor segurador, com o primeiro a concentrar 88% do total e a registar um crescimento de quase 12% face a 2024. As seguradoras, por seu turno, viram as reclamações contra si subirem cerca de 27%, passando de 26 para 33 casos.

Contas bancárias, fraude, crédito ao consumo, internet banking, cartões de débito e crédito à habitação foram as áreas que mais motivaram queixas dos clientes, mas as contas bancárias lideraram com 61 ocorrências registadas.

A categoria fraude mereceu especial atenção do BCV, ao mais do que duplicar face ao ano anterior, com um crescimento de 150%, reflexo, segundo o relatório, dos riscos associados à crescente digitalização dos serviços financeiros.

Entre os bancos, o BCA concentrou a maior fatia das reclamações relativas a matérias sob supervisão do BCV, com 49% do total, seguido do BI, com 19%, e da CECV, com 16%.

Para além de acompanhar as reclamações, o BCV adotou 25 medidas de supervisão ao longo do ano, 15 recomendações e 10 determinações específicas, destinadas a corrigir irregularidades identificadas nas práticas das instituições financeiras, e analisou nove propostas de alteração de preçários bancários, para garantir que cumprem as regras de transparência exigidas.

O banco central alargou ainda as ações de educação financeira dirigidas à população, com iniciativas como a Global Money Week e a Semana da Poupança a envolverem, ao todo, 879 participantes entre crianças, jovens e adultos, numa aposta que o BCV associa à prevenção de futuros casos de fraude e ao reforço da confiança no sistema financeiro nacional.

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