
A secretária de Estado das Comunidades, Vanusa Barbosa, afirmou esta quarta-feira, 29, que o Governo está empenhado em reforçar a ligação com a diáspora cabo-verdiana e criar condições para converter o envio de remessas em investimentos com impacto direto no desenvolvimento económico do país.
A governante falava durante um encontro de “networking” que reuniu emigrantes, empresários e instituições, onde destacou a existência de uma estratégia clara que valoriza o papel da diáspora como motor de crescimento.
“Queremos que a diáspora esteja cada vez mais próxima de Cabo Verde. O Governo tem vindo a implementar medidas e políticas alinhadas com as expectativas e necessidades dos nossos emigrantes, com o objetivo de promover uma nova visão, centrada no investimento e não apenas no envio de remessas para o sustento das famílias”, sublinhou.
Segundo a responsável, já há sinais encorajadores, com o aumento da procura e o surgimento de novos investimentos ao abrigo do estatuto do investidor emigrante, instrumento criado para facilitar e incentivar a participação económica dos cabo-verdianos no exterior.
Vanusa Barbosa adiantou ainda que o Executivo está a trabalhar no reforço e aperfeiçoamento de mecanismos que possam dinamizar este tipo de investimento e contribuir para a diversificação e crescimento da economia nacional.
No domínio dos serviços aduaneiros, destacou melhorias significativas com a implementação de um regime simplificado para pequenas encomendas, que tem permitido maior rapidez e eficiência nos processos. “Hoje, os processos são mais rápidos e eficientes. O agendamento passou a ser feito online, eliminando as longas filas nas alfândegas e facilitando o acesso dos cidadãos aos serviços”, explicou.
Entre as medidas em vigor, a governante apontou a introdução de uma taxa única de três mil escudos para encomendas até 150 quilos, desde que não tenham carácter comercial, com o objetivo de simplificar e tornar mais acessível o envio de bens por parte da diáspora.
Apesar dos avanços, reconheceu que persistem desafios, nomeadamente no setor dos transitários, que não está sob gestão direta do Governo. Ainda assim, garantiu abertura para o diálogo com os diferentes intervenientes.
“Estamos atentos às preocupações da diáspora e disponíveis para fazer os ajustes necessários, para garantir um sistema cada vez mais eficiente e adaptado às suas necessidades”, concluiu.












































