
O diretor-geral dos Serviços Prisionais, Odair Pedro, admite que a fuga de dois reclusos da Cadeia Central da Praia, ocorrida em abril último, resultou de uma “falha de segurança”, mas assegura que o caso está a ser analisado para evitar situações semelhantes no futuro.
Odair Pedro falava à imprensa à margem de uma conferência de imprensa, na sequência do anúncio de pré-aviso de greve apresentado pelas associações sindicais dos agentes de segurança prisional. “Nós defendemos que uma fuga, uma invasão, reflete, obviamente, uma falha de segurança, uma falha de cumprimento de um protocolo ou de um procedimento de segurança dentro de uma instituição prisional e que carece de tomada de decisões”, afirmou.
Segundo explicou, decorre atualmente um processo de averiguação conduzido por uma entidade externa, com o objetivo de assegurar maior transparência na análise dos factos e identificar eventuais vulnerabilidades existentes no sistema prisional.
O responsável avançou ainda que, após a conclusão do inquérito, o Ministério da Justiça deverá avaliar as recomendações apresentadas e decidir sobre possíveis medidas a implementar para reforçar a segurança nos estabelecimentos prisionais.
Questionado sobre denúncias de alegados maus-tratos aos reclusos após a recaptura, Odair defendeu que a dignidade humana deve ser respeitada, mesmo em contexto de privação de liberdade. “Se isso corresponder à verdade, medidas deverão ser tomadas”, declarou, acrescentando que equipas dos serviços poderão deslocar-se ao estabelecimento prisional para averiguar as denúncias.
O diretor-geral reiterou igualmente o compromisso das autoridades com a humanização do sistema prisional e com a proteção da integridade física dos reclusos.
Os dois reclusos fugiram da Cadeia Central da Praia na madrugada de quarta-feira, 22 de Abril, tendo sido capturados na noite de quinta-feira seguinte, no âmbito de uma operação conjunta envolvendo a Polícia Nacional, a Polícia Judiciária e agentes de segurança prisional.
Após a captura, os indivíduos foram reconduzidos ao estabelecimento prisional para responder perante as instâncias judiciais. Segundo dados avançados por Odair Pedro, o sistema prisional cabo-verdiano conta atualmente com cerca de 2.500 reclusos e 263 agentes de segurança prisional distribuídos pelas diferentes cadeias do país.












































