Em pleno Sec. XXI, na era das TIC e agora com a chegada da IA não temos capacidade de organizar as nossas vilas e cidades? A Câmara Municipal do Sal, em tempos longínquos, identificou algumas ruas, nomeadamente as ruas 1° de Maio, Rua da Juventude, Rua de Toi Pedro, Rua de S. Nicolau, Rua Albertino Fortes e outras poucas mais. Há uns anos atrás criou-se uma Comissão de Toponímia do Sal pelo que existia ou deve existir um Regulamento Oficial publicado no B.O. que deve fazer a boa gestão deste assunto para facilitar a vida aos seus habitantes e visitantes.
Como órgão consultivo da Câmara Municipal do Sal, a Comissão de Toponimia e Honoríficas devia ou melhor deve ser consultada para propor e analisar a atribuição de nomes às ruas, praças e outros arruamentos da ilha. Nem sempre tem sido assim e a maior parte das vezes essas atribuições são assumidas directamente pela Câmara Municipal do Sal ou pelo seu Presidente, sem consultar a referida Comissão. Segundo sei, a mesma já nem funciona por razões várias, nomeadamente por alguns membros terem solicitado a sua desvinculação por não concordarem com os desmandos.
Mas o que causa também alguma preocupação não são os nomes escolhidos, mas, sim, a desorganização e a péssima colocação das placas, que devem ou deviam obedecer a regras. Estranho que o Gabinete Técnico continue a deixar a Câmara Municipal do Sal cometer tantos equívocos na colocação das placas de identificação das ruas, pois vêm sendo colocadas no meio das artérias em lugares não adequados e pouco visíveis.
Em Cabo Verde, as placas de identificação de ruas seguem ou deviam seguir a regra padrão usada na maior parte dos países lusófonos: Devem ser coladas do lado direito da rua, no sentido de entrada da mesma. Detalhes práticos:
Porquê do lado direito:
É o padrão internacional porque a maioria dos países tem trânsito à direita. Assim o condutor/peão vê a placa antes de entrar na rua, sem ter que olhar para trás. A instalação de placas de sinalização viária devem ser em alumínio com fundo verde e letras brancas, fixadas a 2,2m ou 2,5 m de altura no lado direito das esquinas.
Outra coisa é a moda de dar nome a uma rua ou a um edifício e aparecer escarrapachado na placa o nome do membro do Governo, do Presidente da Câmara e demais acompanhantes. Acho ridículo este hábito e uma atitude saloia esta prática, que fez escola no País, com governantes e autarcas a quererem se promover na sombra dos homenageados. Afinal o nome das rua, das avenidas, dos estádios e demais edifícios deve destacar a pessoa e não alguém que, circunstancialmente, descerrou a placa do edifício feito à custa do erário publico.