Segunda-feira, 19 Janeiro 2026

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Reservas externas impulsionam crescimento da oferta monetária – BCV

A oferta monetária em Cabo Verde registou um crescimento homólogo de 5,5 por cento em novembro de 2025, sustentado sobretudo pelo forte aumento das reservas internacionais líquidas do país, segundo dados divulgados hoje, 19 de janeiro, pelo Banco de Cabo Verde (BCV).

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De acordo com a Nota de Informação Estatística do setor bancário do BCV, o agregado monetário, que inclui moeda em circulação e depósitos bancários, cresceu a um ritmo inferior ao observado no mesmo período de 2024, quando tinha aumentado 9 por cento, refletindo uma evolução mais moderada da atividade monetária.

O desempenho da massa monetária foi condicionado pelo aumento de 14,5 por cento das disponibilidades líquidas sobre o exterior, influenciado essencialmente pela expansão dos ativos externos do Banco Central, que cresceram 36,8 por cento em termos homólogos.

Em paralelo, o crédito interno líquido registou uma variação positiva de 2,4 por cento, impulsionada pelo crescimento do crédito à economia, que aumentou 4,5 por cento, compensando a redução do crédito concedido ao setor público administrativo.

O BCV indica que o crescimento do crédito à economia resultou, sobretudo, do aumento do financiamento ao setor privado, que cresceu 5,4 por cento, refletindo uma ligeira melhoria da procura de crédito por particulares, associada à confiança dos consumidores e ao maior acesso a empréstimos garantidos por ativos imobiliários.

Em sentido contrário, o crédito às empresas públicas não financeiras registou uma redução significativa de 17,8 por cento face ao período homólogo, enquanto o crédito ao setor público diminuiu 8,6 por cento, em resultado da menor emissão de Obrigações do Tesouro e do aumento dos depósitos do Estado.

No que respeita às reservas internacionais líquidas, o seu stock fixou-se em 975,5 milhões de euros no final de novembro de 2025, mais 264,2 milhões de euros do que no mesmo período do ano anterior, reforçando a posição externa do país, apesar de efeitos cambiais negativos associados à depreciação do dólar face ao euro.

A política monetária refletiu-se igualmente nas taxas de juro, com a média das taxas de empréstimos bancários a registar uma redução em termos homólogos, enquanto as taxas dos depósitos apresentaram um ligeiro aumento, destacando-se a evolução positiva das remunerações dos depósitos dos emigrantes.

Já a base monetária registou um crescimento expressivo de 35,3 por cento, impulsionado pelo aumento dos depósitos das instituições bancárias e pela maior emissão monetária, num contexto de reforço dos ativos externos líquidos do Banco de Cabo Verde.

 

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