Segunda-feira, 16 Fevereiro 2026

Um número, um nome, uma frase

Exportações cabo-verdianas crescem 18,2% em 2025

As exportações de Cabo Verde registaram um crescimento de 18,2% em 2025, face ao ano anterior, enquanto as importações aumentaram 5,0%, de acordo com dados provisórios do comércio externo de bens divulgados hoje, 16, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Segundo o resumo estatístico de 2025, as exportações passaram de 7.940 mil contos em 2024 para 9.386 mil contos, representando um acréscimo de 1.446 mil contos. No mesmo período, as importações evoluíram de 190.447 mil contos para 199.961 mil contos, traduzindo-se num aumento de 9.514 mil contos. Já as reexportações registaram uma diminuição de 2,2% em comparação com 2024.

A Europa manteve-se como o principal destino das exportações cabo-verdianas, absorvendo 95,4% do total, enquanto a Espanha lidera entre os principais clientes, com 63,0% das exportações. Apesar de uma ligeira redução de 0,6 pontos percentuais em relação a 2024. Seguem-se a Itália, com 12,1%, e Portugal, com 11,2%, ambos com decréscimos face ao ano anterior. O Reino Unido registou um aumento significativo, passando de 3,3% em 2024 para 9,0% em 2025.

Em termos de produtos, os preparados e conservas de peixes continuam a ser o principal bem exportado, representando 75,4% do total, apesar de uma diminuição de 3,5 pontos percentuais. Já os selos postais surgem em segundo lugar, com 9,0%, registando um aumento de 5,7 pontos percentuais, seguidos do vestuário, com 5,1%.

Quanto às importações, o continente europeu permaneceu como principal fornecedor, com um peso de 58,0% do total, embora tenha registado uma redução de 5,6 pontos percentuais. A Ásia/Oceânia ocupa a segunda posição, com 21,2%, seguida da África, com 13,3%, da América, com 5,9%, e do resto do mundo, com 1,6%.

Portugal manteve-se como o principal parceiro comercial nas importações, com 51.678 mil contos, correspondendo a 25,8% do total, apesar de uma redução de 4,9 pontos percentuais face a 2024. Espanha surge na segunda posição, com 11,5%, enquanto a Nigéria ocupa o terceiro lugar, registando um aumento significativo para 18.322 mil contos em 2025. China, Itália, França e Arábia Saudita completam o grupo dos principais fornecedores.

Entre os dez produtos mais importados destacam-se os combustíveis (40,2%), veículos automóveis (5,3%), reatores e caldeiras (4,5%), máquinas e motores (4,4%) e ferro e suas obras (2,7%). Por grandes categorias económicas, os combustíveis continuam a liderar, embora tenham registado uma evolução negativa de 8,2%, enquanto os bens de consumo (29,4%), bens intermédios (17,5%) e bens de capital (12,9%) apresentaram evolução positiva face a 2024.

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