Quinta-feira, 26 Fevereiro 2026

Um número, um nome, uma frase

92% das famílias dizem não conseguir poupar no 4.º trimestre de 2025

Cerca de 92% das famílias cabo-verdianas consideraram que a atual situação económica do país não permite poupar dinheiro no quarto trimestre de 2025, revelou hoje, 26, o Instituto Nacional de Estatística, indicando, ainda assim, um ligeiro aumento do indicador de confiança dos consumidores no mesmo período.

De acordo com os resultados do inquérito divulgado pelo INE, o indicador de confiança do consumidor registou uma evolução positiva face ao trimestre homólogo, mantendo a tendência ascendente já observada no terceiro trimestre de 2025 e situando-se acima da média da série.

Apesar dessa evolução favorável, as famílias inquiridas afirmaram que, nos últimos 12 meses, tanto a situação económica do seu agregado familiar como a do país evoluíram negativamente em relação ao mesmo trimestre do ano anterior.

Segundo o inquérito, os consumidores observaram igualmente uma diminuição dos preços e do desemprego ao longo dos últimos 12 meses, face ao período homólogo de 2024.

No trimestre homólogo, a percentagem de famílias que considerava não ser possível poupar situava-se em 91,1%, o que representa um acréscimo de 0,9 pontos percentuais no quarto trimestre de 2025.

Por outro lado, apenas 4,1% dos inquiridos afirmaram ser possível poupar algum dinheiro nas atuais condições económicas, contra 4,7% no mesmo período do ano anterior.

Relativamente às perspetivas para os próximos 12 meses, os inquiridos preveem uma evolução negativa da situação financeira das famílias, mas apontam para uma melhoria da situação económica do país.

Ainda assim, antecipam um aumento dos preços dos bens e serviços, bem como do desemprego, no mesmo período.

No que se refere às intenções de consumo, 78,4% dos entrevistados afirmaram ter a certeza absoluta de que não tencionam comprar um carro nos próximos dois anos, contra 69,4% no período homólogo, representando um aumento de nove pontos percentuais.

Já 8,6% dos inquiridos indicaram que “provavelmente” irão construir ou adquirir uma habitação, face aos 17,9% registados no mesmo trimestre do ano anterior, traduzindo-se numa redução de 9,3 pontos percentuais.

O inquérito, representativo a nível nacional, recolheu dados nos concelhos da Praia, Santa Catarina de Santiago, São Vicente e Sal.

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