
O Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas reúne esta sexta-feira, 13 de fevereiro, com antigos detidos do Campo de Concentração do Tarrafal para recolher testemunhos que sustentem a candidatura do espaço a Património Mundial. O encontro, marcado para as 10h30 no auditório do Museu, junta ex-presos políticos, familiares, associações ligadas à luta pela independência e antigos funcionários do Campo de Trabalho de Chão Bom.
A sessão, segundo uma nota do Governo, pretende dar voz a quem viveu diretamente a experiência do campo de detenção colonial, através de uma conversa aberta, que privilegia o diálogo com os participantes. A iniciativa é organizada pelo Instituto do Património Cultural e a Câmara Municipal do Tarrafal de Santiago.
Conforme a mesma fonte, a metodologia adotada responde às exigências da UNESCO, que determina o envolvimento direto das comunidades ligadas aos locais candidatos a Património Mundial. Os organizadores reconhecem que os ex-prisioneiros detêm conhecimento insubstituível sobre o significado histórico do espaço.
Os contributos recolhidos durante o encontro vão alimentar o processo de candidatura, que procura destacar o papel do antigo campo como símbolo da resistência ao colonialismo português. O local funcionou como prisão política entre 1936 e 1974, tendo acolhido detidos de várias colónias portuguesas em África.
O IPC conduz o processo técnico de preparação do dossier a submeter à organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura. “A candidatura integra a estratégia do Governo para valorizar locais de memória nacional e reforçar a presença cabo-verdiana na lista de sítios classificados como património da humanidade”, lê-se na mesma nota.












































