
A Vivo Energy justificou a falta de gás butano registada em algumas ilhas com constrangimentos no transporte marítimo para distribuição e um aumento anormal da procura por parte dos consumidores. Em nota enviada à imprensa, a empresa garantiu que o aprovisionamento de gás no país decorre com normalidade, estando assegurados os reabastecimentos junto dos fornecedores internacionais. No entanto, referiu que se tem verificado uma procura acima do habitual em algumas ilhas, o que tem provocado desequilíbrios temporários na disponibilidade do produto.
Segundo a mesma fonte, o fornecimento nacional enfrenta atualmente limitações nos meios de transporte marítimo utilizados para a distribuição de produtos petrolíferos, situação agravada por comportamentos de antecipação de consumo devido à perceção de escassez. A Vivo Energy sublinhou que estes comportamentos têm dificultado o normal funcionamento da cadeia logística, nomeadamente no retorno de garrafas vazias, essenciais para o processo de enchimento e reposição.
A petrolífera apontou ainda o contexto geopolítico internacional, marcado por tensões globais e disrupções nas cadeias de abastecimento, como um dos fatores que contribuem para a atual perceção de escassez. Apesar disso, a empresa assegurou que está a acompanhar a situação em articulação com a Agência Reguladora Multissectorial Económica e com o Governo, visando uma resposta coordenada que permita normalizar o fornecimento em todo o território nacional.
A Vivo Energy garantiu ainda que não há razões para alarme, estando em curso medidas para reforçar a eficiência da distribuição e assegurar a reposição gradual do produto. À população, a empresa recomenda um consumo responsável, evitando o armazenamento excessivo de garrafas de gás, prática que, além de contribuir para a escassez, representa riscos para pessoas e bens.












































