
O Ministério da Saúde recebeu, no dia 22 de dezembro, um novo reforço para o Programa Alargado de Vacinação (PAV), com a entrega de 20 mil doses de vacinas doadas pela UNICEF, destinadas à proteção da saúde infantil em Cabo Verde.
O lote inclui 15 mil doses da vacina contra o rotavírus, direcionadas a crianças com menos de um ano, e cinco mil doses da vacina pneumocócica conjugada 13-valente (PCV13), destinadas a crianças pertencentes a grupos de risco. A doação resulta da parceria entre a UNICEF-Portugal e a UNICEF Cabo Verde e visa fortalecer a prevenção de doenças evitáveis pela vacinação.
O ministro da Saúde, Jorge Figueiredo, destacou o impacto do rotavírus como uma das principais causas de gastroenterite grave em bebés e crianças pequenas, com reflexos significativos nos internamentos hospitalares e na pressão sobre os serviços pediátricos.
Segundo o governante, a introdução sistemática da vacina contra o rotavírus tem demonstrado, em diversos contextos, reduções expressivas da morbilidade e mortalidade, bem como dos custos associados à hospitalização. O reforço das vacinas pneumocócicas, acrescentou, contribui igualmente para a prevenção de infeções graves como pneumonia, meningite e septicemia.
Jorge Figueiredo sublinhou ainda que o reforço do esquema vacinal representa um marco no percurso de Cabo Verde no domínio da saúde pública, lembrando que o país construiu, ao longo de décadas, uma sólida cultura de prevenção, com elevados níveis de cobertura vacinal e forte confiança da população no sistema de saúde.
Por sua vez, a representante residente adjunta do PNUD, UNFPA e UNICEF em Cabo Verde, Anna Chyzhkova, afirmou que a entrega constitui mais um passo concreto para garantir que todas as crianças tenham oportunidade de crescer de forma saudável, ao mesmo tempo que o país consolida os progressos alcançados nas últimas décadas no combate a doenças evitáveis.
Segundo o Ministério da Saúde, as vacinas entregues foram adquiridas com fundos mobilizados pelo Comité Nacional da UNICEF, provenientes sobretudo de contribuições privadas de cidadãos em Portugal, refletindo, segundo a organização, a continuidade da solidariedade e da cooperação internacional em prol da saúde infantil em Cabo Verde.







































