
A Universidade Sénior de Cabo Verde assinala hoje, 25, quatro anos de atividade com um balanço positivo de promoção do envelhecimento ativo, mas enfrenta desafios de sustentabilidade financeira que condicionam a expansão do projeto. A celebração do aniversário decorre às 17h00, na sede da instituição, com homenagens aos sócios e lançamento de um caderno de receitas.
A presidente da Uni-Sénior, Crispina Gomes, revelou em entrevista à RCV que a direção alimenta o sonho de ter uma sede própria e criar polos em todas as ilhas do país.
“Gostaríamos de algum dia, nós que estamos agora na direção ou as próximas pessoas que assumirem essa direção, de continuar a alimentar esse sonho de ter uma sede própria”, afirmou.
Crispina Gomes considera que o balanço de quatro anos de existência é favorável aos objetivos da instituição e sublinha que a Uni-Sénior conseguiu criar um espaço de envelhecimento ativo, saudável e inclusivo para os reformados cabo-verdianos.
“Creio que o balanço neste sentido pode-se dizer que é favorável aos nossos objetivos. Vale a pena fazermos esse sobrevoo pelos nossos sócios e sócias e ver o que é que pensam de todas essas atividades que, ao longo desses quatro anos, temos vindo a programar e cada vez com mais presença, cada vez com mais atenção dos sénior”, destaca a presidente.
A responsável defende que a melhoria da qualidade de vida das pessoas com mais de 50 anos é um objetivo central da Uni-Sénior, e desconstrói a ideia de que a reforma representa o fim da vida. Crispina Gomes explica que a reforma é apenas uma transição para um novo ciclo de vida, com oportunidades que antes não existiam devido à falta de tempo.
“Pessoas que antes não tinham tempo nem para escrever uma mensagem, agora se quiserem já podem até escrever um livro. Pessoas que nunca rabiscaram um papel, já podem, se quiserem, frequentar o nosso curso e fazer belos quadros”, exemplificou, referindo as atividades de pintura, escrita e exercício físico que a instituição oferece.
Outro objetivo passa por implantar polos em todo o território nacional. A responsável manifestou satisfação com o desempenho do polo de São Vicente, que está a entrar numa “velocidade cruzeira”, e gostaria de ver representações da Universidade Sénior em todas as ilhas.
“Uma das nossas grandes satisfações seria ter uma representação, um polo, um núcleo da Universidade em todas as ilhas, porque todos merecemos ter esses espaços para ocupar os nossos tempos”, defendeu Crispina Gomes.
A presidente apelou à sociedade para ver a Uni-Sénior como um projeto de todos e contribuir para a sua consolidação, reconhecendo o esforço que a direção, composta por reformados, faz para manter e incrementar as atividades.
A Uni-Sénior, criada em março de 2022, dedica-se à educação permanente de cidadãos em idade mais avançada, oferecendo atividades formativas, culturais e sociais que promovem o envelhecimento ativo.












































