
O Instituto do Património Cultural (IPC) anunciou hoje, através das suas redes sociais, a aprovação pela UNESCO de um financiamento de cerca de 90.000 USD destinado à valorização do artesanato tradicional no Sítio Património Mundial da Cidade Velha. A iniciativa será executada no primeiro trimestre de 2026.
O apoio surge no quadro do projeto “Gestão do Património Mundial Pós-COVID-19: Integração de Estratégias de Conservação, Turismo e Meios de Subsistência Locais em Sítios do Património Mundial” e ganha especial relevância na sequência da classificação da Panaria Tradicional como Património Nacional, em setembro de 2025.
Segundo o IPC, o projeto tem como eixos centrais a valorização do artesanato tradicional, a revitalização da tecelagem do Pánu di Téra enquanto elemento identitário e histórico do sítio, a promoção turística e cultural, e a criação de oportunidades de rendimento para as comunidades locais.
A iniciativa aposta ainda na transmissão intergeracional do saber-fazer, com ações de capacitação técnica em tecelagem, inovação criativa e empreendedorismo cultural, e prevê a criação de um espaço de interpretação, produção e experimentação que integre o Pánu di Téra na economia criativa e no turismo cultural.
Jovens e mulheres constituem os principais públicos-alvo da intervenção, que visa promover a inclusão socioeconómica de grupos vulneráveis, gerando impactos sociais e económicos sustentáveis.
“Esta aprovação insere-se numa trajetória de investimento crescente na Cidade Velha” diz IPC.
Entre os projetos anteriores destacam-se o Projeto de Gestão do Património Mundial Pós-COVID, financiado pelo Fundo do Japão, a implementação de sinalética para identificação e interpretação de monumentos e percursos históricos, financiada pela UNESCO e atualmente em fase de conclusão, bem como obras de requalificação urbana e ambiental financiadas pelo Governo através do Banco Mundial, que decorrem em paralelo.

















































