
O transporte aéreo em Cabo Verde regista um crescimento de 15,8% em 2025, ultrapassando os 3,4 milhões de passageiros, ao mesmo tempo que os transportes marítimos e terrestres registaram quedas na movimentação de pessoas, segundo dados divulgados hoje, 04, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
Os aeroportos e aeródromos nacionais contabilizaram 37.476 (Trinta e sete mil, quatrocentos e setenta e seis) movimentos de aeronaves no ano passado, uma subida de 15,7% face a 2024, enquanto os portos registaram menos 5,3% de passageiros e os autocarros perderam 448 mil utentes, numa redução de 1,9%.
O setor aéreo foi o principal motor dos transportes em 2025, com os aeroportos a movimentarem 3.486.248 (Três milhões, quatrocentos e oitenta e seis mil, duzentos e quarenta e oito) passageiros, mais 15,8% do que no ano anterior. O movimento de carga aérea cresceu 9,7% (1,1 mil toneladas) e o de correios subiu 4,3%.
Já os portos nacionais registaram 1.518.093 (Um milhão, quinhentos e dezoito mil e noventa e três) passageiros em 2025, menos 5,3% do que em 2024, num cenário misto que evidenciou uma ligeira diminuição do movimento de navios e passageiros, mas sinais positivos na logística de mercadorias.
Conforme a mesma fonte, no que tange às mercadorias, houve um aumentou 3,2%, totalizando mais de três milhões de toneladas, das quais 66,5% correspondem a desembarques. O destaque vai para o transporte de contentores, que cresceu 10,4%, atingindo os 100.635 (cem mil, seiscentos e trinta e cinco) movimentos.
Quanto ao transporte terrestre, este setor registou perda de adesão em 2025, apesar da rede de percursos de autocarros ter aumentado 5,9% (mais 169 quilómetros de extensão). De acordo com os dados do INE, foram transportados 23.183.571 (Vinte e três milhões, cento e oitenta e três mil, quinhentos e setenta e um) passageiros, uma diminuição de 1,9% que representa menos 448 mil utentes em comparação com 2024.
Os dados revelam que outros indicadores do setor terrestre também recuaram, designadamente, as horas trabalhadas decresceram 7,1% e os lugares oferecidos registaram uma redução de 0,6%, totalizando 25,7 milhões.
Por conseguinte, o índice de passageiros por quilómetro decresceu 7,6%, sinalizando novos desafios para a sustentabilidade do transporte urbano nacional, segundo o instituto de estatística.












































