
Os técnicos e o pessoal de suporte à gestão da Aeroportos e Segurança Aérea (ASA) iniciam na próxima segunda-feira, 16, uma greve de três dias. A decisão foi tomada pelos trabalhadores em sintonia com o sindicato que os representa (Sindicato dos Transportes, Comunicações e Administração Pública – Sintcap) após o fracasso das negociações com a administração da empresa.
O anúncio foi feito esta quarta-feira, 11, em conferência de imprensa, pela presidente do Sindicato dos Transportes, Comunicações e Administração Pública (Sintcap), Maria Brito, que explicou que a última tentativa de conciliação, mediada pela Direcção-Geral do Trabalho (DGT), terminou sem qualquer entendimento entre as partes.
Segundo a dirigente sindical, o caderno reivindicativo abrange os Técnicos de Informação e Comunicação Aeronáutica, os Profissionais de Telecomunicações Aeronáuticas e os trabalhadores das áreas de Suporte à Gestão. Entre as principais reivindicações estão o reenquadramento profissional adequado e a atribuição de subsídios de tecnicidade e de qualificação, pontos que não obtiveram consenso durante o processo negocial.
“Não houve entendimento nem em relação aos três pontos reivindicativos do pré-aviso, nem em relação à fixação dos serviços mínimos”, avançou Maria Brito, acrescentando que a paralisação terá início às 07:30 de segunda-feira.
Por sua vez, o porta-voz dos trabalhadores, Rui Jesus, afirmou que a luta destas três classes profissionais assenta em princípios de “justiça laboral, respeito, dignidade e valorização”, acusando a administração da ASA de manter uma postura de “clara discriminação”.
De acordo com o representante dos trabalhadores, foi identificado um problema de enquadramento no sistema integrado de gestão de recursos humanos da empresa. Segundo explicou, uma outra classe profissional terá beneficiado de um reposicionamento que foi negado aos grupos que agora avançam para a greve. “Há uma clara discriminação e é com isso que não concordamos”, reforçou Rui Jesus, sublinhando que os trabalhadores se sentem desvalorizados pela gestão da empresa pública.
Apesar da confirmação da greve, a presidente do Sintcap assegurou que o sindicato e os trabalhadores continuam abertos ao diálogo, caso a administração da ASA demonstre disponibilidade para resolver os pontos em divergência antes do início da paralisação.












































