
Três mulheres do concelho da Ribeira Grande, em Santo Antão, relataram esta quinta-feira, 21, complicações de saúde após a administração da injeção de controlo contracetivo no posto de Saúde Reprodutiva (PMI), referindo dores intensas, formação de abcessos e falta de esclarecimentos por parte dos serviços de saúde.
Em declarações à agencia cabo-verdiana de notícias, Inforpress, as utentes afirmaram que, após receberem o contracetivo hormonal injetável Depo-Provera, começaram a sentir dores anormais no local da injeção, que evoluíram para caroços, drenagem de pus, dificuldades de locomoção e, em alguns casos, internamento hospitalar com necessidade de drenagem e tratamento com antibióticos.
Uma das afetadas afirmou que nunca recebeu uma explicação clara sobre o que esteve na origem do problema, sublinhando o impacto físico e emocional da situação. “Quero ter respostas sobre o que realmente aconteceu. O que passei não desejo a ninguém”, disse.
Outra utente revelou receio de voltar a recorrer ao método contracetivo, após a experiência vivida. “Passei por momentos muito difíceis e agora tenho medo de voltar a tomar a injeção”, afirmou.
Contactada pela Inforpress, a delegada de Saúde da Ribeira Grande, Florentina Lima, confirmou a ocorrência dos casos e explicou que se trata de um contracetivo utilizado há vários anos, sem registo anterior de reações adversas naquele serviço. Contudo, face à entrada de utentes no banco de urgência com abcessos, o caso foi comunicado à Entidade Reguladora Independente da Saúde (ERIS), que deverá investigar as causas.
Segundo a responsável, qualquer medicamento pode provocar reações adversas, imediatas ou tardias, tendo sido igualmente identificado um caso semelhante no concelho do Porto Novo.












































