
O Ministério da Economia Digital iniciou esta quinta-feira, 22, uma série de 10 sessões de reflexão estratégica destinadas a acelerar a transição digital em Cabo Verde. A iniciativa, denominada “Mindset Cabo Verde Digital – Pensar Digital, Nação Digital”, visa promover o alinhamento transversal entre os setores da Administração Pública e apoiar na formulação de políticas orientadas para empregos digitais e crescimento económico.
As sessões, dirigidas mensalmente a governantes, gestores e dirigentes da Administração Pública, têm como propósito criar um espaço de reflexões estratégicas que auxilie o país a melhor articular as suas políticas digitais, partilhar boas práticas internacionais e dar corpo à ambição digital cabo-verdiana.
A primeira sessão trouxe a experiência do Uruguai no domínio da transição digital, partilhada remotamente pelo especialista uruguaio José Klastornik, ex-diretor da Agência do Governo Eletrónico e Sociedade de Informação do Uruguai.
Ao longo das restantes sessões previstas, serão apresentadas experiências de países que conseguiram criar milhares de postos de trabalho através da digitalização, reduziram a burocracia e digitalizaram empresas, além de casos de sucesso na criação de unicórnios tecnológicos.
O vice-primeiro-ministro, Olavo Correia, sublinhou que o Estado deve passar de uma “governação analógica” – onde cada ministério funciona isoladamente – para uma governação sinérgica e digital, onde os serviços comunicam entre si numa lógica de interoperabilidade.
“O Estado tem que funcionar numa lógica sinergética. A mudança que temos de operar no Estado e também na economia é passar da governação analógica para a governação digital, onde os serviços falam entre si para servir as empresas e os cidadãos”, afirmou Olavo Correia.
O responsável destacou que, com a interoperabilidade, os cidadãos poderão solicitar documentos de qualquer lugar – seja em casa, na Praia ou em São Vicente – e o Estado, comunicando internamente, entregará o documento solicitado, seja registo criminal, passaporte ou bilhete de identidade.
Segundo Olavo Correia, a partilha de dados entre o Estado e a economia permitirá que os cidadãos entreguem os seus dados apenas uma vez, cabendo aos setores económicos consultá-los e prestar serviços de forma mais eficiente.
Para concretizar esta visão, o Governo reconhece que é necessário visão estratégica, legislação adequada, políticas claras e meios mobilizados. “É preciso todos os players, desde o Estado aos privados e ao cidadão, entendermos o que é a nação digital e viajarmos juntos nesse projeto”, enfatizou.
O Governo pretende, com este investimento no setor digital, alcançar um Estado mais eficiente, uma governação mais aberta e transparente, com benefícios ao nível do crescimento económico e geração de empregos dignos e bem remunerados.












































