
A ilha de São Vicente registou mais 1.514 novos eleitores após as últimas eleições autárquicas, elevando o total para 56.891 inscritos, segundo dados provisórios do recenseamento eleitoral.
A informação foi avançada pelo presidente da Comissão de Recenseamento Eleitoral (CRE) de São Vicente, Humberto Mota, que explicou que os números ainda poderão sofrer ajustes, nomeadamente com a eliminação de óbitos e transferências, processo que deverá estar concluído até 30 dias antes das próximas eleições.
De acordo com a mesma fonte, durante as autárquicas estavam inscritos 55.377 eleitores, mas com a reabertura do recenseamento foram registadas novas inscrições, totalizando agora 56.891 cidadãos.
Humberto Mota destacou o aumento significativo face ao ano anterior, sublinhando que, em 2025, foram registadas apenas 273 inscrições, enquanto em 2026 o número subiu para 1.241, o que representa um crescimento expressivo do recenseamento.
Segundo o responsável, este aumento deve-se ao maior engajamento da CRE e, sobretudo, à mobilização dos partidos políticos, que intensificaram as ações de sensibilização no terreno.
Apesar disso, alertou para o fraco envolvimento dos jovens no processo de recenseamento, apontando o risco de a ilha voltar a perder mandatos parlamentares, à semelhança do que aconteceu em 2021.
“Desde 2010 que esta tendência se vem agravando e, em 2021, São Vicente perdeu um mandato por não ter número suficiente de eleitores”, recordou, admitindo a possibilidade de novas perdas caso a situação se mantenha.
Para inverter este cenário, o presidente da CRE defende a adoção de novas estratégias, como a integração do recenseamento com a base de dados do registo civil, garantindo o cumprimento da obrigatoriedade legal, independentemente das circunstâncias.
Outra proposta avançada passa por associar o recenseamento à obtenção do Número de Identificação Fiscal (NIF), documento exigido em várias situações do quotidiano.
Humberto Mota sublinhou ainda que a sensibilização, por si só, não tem produzido os resultados desejados, alertando também para o aumento da taxa de abstenção.
“A afluência ao recenseamento não garante a redução da abstenção. Este é outro problema que deve ser combatido, sob pena de não refletir a realidade da participação eleitoral”, concluiu.












































