
A ilha do Sal vai receber a Feira Nacional de Artesanato e Design – URDI, pela primeira vez, de 25 a 29 de março, na cidade de Santa Maria, sob o lema “Valoriza o que é nosso”. O anúncio foi feito nesta segunda-feira, 23, pelo ministro da Cultura e das Indústrias Criativas, Augusto Veiga, durante uma conferência de imprensa realizada na ilha.
Segundo o governante, a realização da feira no Sal deve-se à importância estratégica da ilha no contexto nacional, sobretudo pela sua forte ligação ao turismo. “A iniciativa pretende dar maior visibilidade ao artesanato produzido em Cabo Verde e promover a troca de experiências, conhecimentos e parcerias entre os diferentes agentes do setor cultural e criativo”, sublinhou Veiga.
A URDI-Sal deverá transformar a Praça de Santa Maria numa “grande vitrine” da produção artesanal, cultural e artística do país, contribuindo também para dinamizar a economia local, com enfoque nos artesãos, designers, artistas, distribuidores de produtos culturais e no próprio sector do turismo.
Habitualmente realizada no Mindelo, onde já conta com dez edições, a feira promoverá pela primeira vez uma edição fora de São Vicente, expandindo-se para o principal destino turístico do país, concretizando a estratégia de descentralização cultural promovida pelo Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas para o setor do artesanato, através do Centro Nacional de Arte, Artesanato e Design.
A programação seguirá o modelo já implementado em São Vicente, incluindo feira de artesanato, debates, concertos, workshops e lançamento de publicações do CNAD. De acordo com Veiga, o objetivo é manter a edição de novembro em São Vicente e, no verão de 2027, ir ainda mais longe, estendendo o evento à ilha da Boa Vista, a fim de reforçar a presença da feira nas ilhas mais turísticas do país.
A organização da URDI-Sal é do Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas, em parceria com a Câmara Municipal do Sal e com o apoio de instituições como Direção Nacional do Ambiente, ENAPOR, Fundo do Turismo, CVAirports, Banco Comercial do Norte e Garantia.
BA-Cultura beneficia três associações e uma escola
Durante a estadia de Augusto Veiga no Sal foram também assinados contratos de apoio financeiro com quatro escolas e associações da ilha, no âmbito do programa Bolsa de Acesso à Cultura (BA-Cultura), num montante global de 1.417.500 escudos.
Os recursos serão distribuídos entre a Associação Apoio às Crianças de Terra Boa, a Associação Abraçar Sal, a Associação Chã de Matias e a escola de dança Dance With Djess, beneficiando, este ano, 229 alunos na ilha, sendo 118 raparigas e 111 rapazes.
Durante a cerimónia, a representante associativa Queila Monteiro destacou que o protocolo “não é apenas uma assinatura, mas uma abertura de portas”, defendendo que projetos como “Música para Todos” visam transformar talento em cidadania, disciplina e orgulho.
Na sua intervenção, Augusto Veiga sublinhou que o BA-Cultura é um dos programas mais importantes do seu ministério, por aliar iniciação artística a inclusão social, e com um número de beneficiários que cresceu exponencialmente de 2017 para 2026, passando de 42 escolas para 132 em 2026, a nível nacional.












































