
A Câmara Municipal do Sal quer preparar a ilha para um ciclo de crescimento mais acelerado, marcado pelo aumento da população e pela intensificação da atividade turística, daí que a proposta de revisão do Plano Diretor Municipal (PDM), apresentada publicamente nesta terça-feira, 31 de março, surge precisamente como resposta a esses desafios.
Mais do que uma atualização técnica, o documento pretende redefinir a forma como o território na ilha do Sal será ocupado e gerido nos próximos anos, dando especial atenção à pressão sobre o solo urbano e às dificuldades de acesso à habitação. Um dos eixos da proposta passa por criar condições para expandir a oferta habitacional, numa altura em que a procura tem vindo a aumentar. A estratégia inclui a identificação de novas áreas para urbanização e a criação de centralidades capazes de absorver o crescimento, evitando a expansão desordenada.
Ao mesmo tempo, a autarquia liderada por Júlio Lopes procura responder a um cenário de transformação demográfica, com projeções que apontam para um aumento significativo da população, o que exige não apenas mais habitação mas também melhores infraestruturas e serviços. Outro ponto sensível abordado na revisão prende-se com a ocupação das zonas costeiras, onde o turismo tem exercido maior pressão. Segundo o arquiteto Rafael Fernandes, que coordena a componente técnica do PDM do Sal, está em curso a definição de regras mais claras para estas áreas, consideradas estratégicas e ambientalmente frágeis.
A proposta procura ainda responder ao fenómeno da verticalização urbana, cada vez mais visível em zonas densamente ocupadas, introduzindo critérios que permitam equilibrar crescimento e qualidade de vida.












































