
O Presidente da República, José Maria Neves, condecorou esta terça-feira, 17, na ilha do Sal, o combatente da liberdade da pátria, poeta e artista Osvaldo Aranda de Azevedo com a Ordem Amílcar Cabral, Segundo Grau, numa cerimónia inserida nas comemorações dos 50 anos da Independência Nacional.
A distinção, atribuída a título póstumo através do Decreto Presidencial n.º 16/2025, foi entregue à filha do homenageado, Sara de Azevedo, no Salão Nobre da Câmara Municipal do Sal, perante autoridades civis, militares e familiares.
De acordo com o decreto de concessão, a homenagem reconhece o contributo “emblemático” de Osvaldo Aranda de Azevedo para a história de Cabo Verde, sendo descrito como uma “síntese entre arte, resistência e identidade nacional”.
O documento evoca o percurso político e militar do homenageado, desde o exílio na Europa até à sua integração na luta armada na Guiné-Bissau, sob a liderança de Amílcar Cabral, contra o colonialismo.
Para além da dimensão militar, o Chefe do Estado cabo-verdiano destacou também o seu legado cultural, enaltecendo o “poeta claridoso” e o seu contributo nas artes plásticas e na literatura como formas de afirmação da identidade e dignidade do povo cabo-verdiano.
A cerimónia, que incluiu a entoação do Hino Nacional e a leitura solene dos decretos, serviu ainda para homenagear outras personalidades, entre as quais o sargento-mor na reforma Carlos Lopes Varela, distinguido com a Medalha de Mérito Militar, Segunda Classe, pelo seu profissionalismo e dedicação às Forças Armadas.
À margem da cerimónia, José Maria Neves fez um balanço positivo da sua visita de quatro dias à ilha do Sal, classificando-a como “muito enriquecedora”.
Segundo o Chefe de Estado, a deslocação permitiu uma “atualização crucial” sobre sectores estratégicos como o turismo, os transportes, a educação, a saúde e os desportos náuticos, reforçando a ideia de que o Sal continua a ser uma referência nacional na dinâmica de desenvolvimento do país.
O Presidente destacou ainda a importância do diálogo com operadores económicos, autoridades locais e a sociedade civil, assegurando que dará o seu contributo para a resolução das questões identificadas.
Entre as preocupações manifestadas, José Maria Neves apontou a necessidade de reforçar o combate ao abandono escolar e aos comportamentos desviantes entre os jovens, sublinhando também lacunas no sistema de proteção de crianças e adolescentes, identificadas durante visitas a instituições sociais.












































