
O Governo de Cabo Verde e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) oficializaram na quinta-feira, 5, uma parceria estratégica para a implementação do projeto “Futuro em Primeiro Lugar”, iniciativa destinada a reforçar os cuidados de saúde materna, neonatal e infantil em todo o arquipélago. O protocolo que formaliza o projeto foi assinado pelo ministro da Saúde, Jorge Figueiredo, durante uma cerimónia que contou também com a participação de parceiros internacionais.
A iniciativa conta com um financiamento de 749 mil dólares (cerca de 75 mil contos), provenientes do India Fund. Durante a cerimónia de assinatura do protocolo ─ também foi rubricado pelo embaixador da Índia em Cabo Verde, Sanjeev Jain, pelo representante da UNICEF no país, David Mateo, e pela coordenadora residente das Nações Unidas em Cabo Verde, Patrícia Portela de Sousa ─, o ministro da Saúde afirmou que se trata uma “opção política e moral” de colocar a proteção da vida no centro do desenvolvimento nacional.
Segundo Jorge Figueiredo, o projeto terá cobertura nacional, abrangendo as nove ilhas habitadas e os 22 municípios, com o objetivo de reduzir desigualdades geográficas no acesso aos serviços de saúde. “Um país que protege o início da vida está, antes de mais, a proteger tudo o que vem depois: a educação, a produtividade e a coesão social”, afirmou o governante, acrescentando que proteger a mãe é garantir o futuro de Cabo Verde.
Entre as principais ações previstas no projeto estão a melhoria dos cuidados obstétricos e neonatais de emergência, o reforço do sistema de informação e gestão baseado em evidências, o apoio à certificação da eliminação da transmissão vertical do VIH, sífilis e hepatite B, bem como a criação da Comissão de Verificação dos Óbitos Neonatais.
O representante da UNICEF sublinhou, por sua vez, que investir na saúde materna e infantil é “a decisão mais inteligente que uma nação pode tomar”, enquanto a coordenadora residente das Nações Unidas destacou a consistência do trabalho desenvolvido por Cabo Verde no sector da saúde ao longo das últimas décadas.
Já o embaixador da Índia indicou que este é o segundo projecto financiado pelo Fundo Índia-ONU em Cabo Verde, e estimou que a iniciativa deverá beneficiar cerca de 10% da população nacional, incluindo aproximadamente 14 mil mulheres e milhares de crianças.












































