
A presidente da Câmara Municipal do Porto Novo alertou esta quarta-feira, 21, para a situação de extrema vulnerabilidade de 164 famílias cujas habitações foram danificadas pela tempestade Erin e que necessitam de reabilitação urgente. Entretanto, apenas 28 casas serão recuperadas no âmbito do programa de emergência do Governo.
Elisa Pinheiro expressou as suas preocupações após um encontro com as 28 famílias selecionadas pelo executivo central para beneficiarem do programa de reparação dos estragos causados pelas cheias de agosto de 2025. A autarca revelou que a tempestade tropical afetou mais de duas mil habitações em todo o município, sendo que 164 destas requerem intervenções urgentes. Contudo, o Governo optou por reabilitar apenas 28 das casas danificadas.
A reunião com as famílias beneficiárias visou avaliar o estado do processo, que Elisa Pinheiro considera estar a ser mal conduzido devido à decisão governamental de excluir a parceria com a autarquia. Segundo a presidente da edilidade, as famílias encontram-se em grande aflição depois de serem contactadas para abandonarem as suas habitações, sem qualquer garantia sobre onde ficarão durante o período de obras.
A autarca criticou o fato de o Governo ter contratado empresas para realizar os trabalhos sem a necessária articulação com a câmara municipal, deixando as famílias alarmadas pela ausência de um plano de realojamento.
“As famílias precisam ser realojadas e estão em situação de grande aflição, sem saber para onde ir”, sublinhou Elisa Pinheiro, garantindo que a autarquia fará tudo ao seu alcance para apoiar os munícipes.
A edil porto-novense lamentou que o executivo central tenha afastado a parceria da autarquia em todo o processo, considerando que o Governo “quer apenas disputar com a câmara municipal” em vez de promover a articulação necessária para o sucesso das intervenções.
Elisa Pinheiro reiterou que a Câmara do Porto Novo “continua sem receber um centavo do Governo” no quadro do programa de emergência, sublinhando que o município ainda não sentiu os efeitos práticos do plano, cujas ações previstas continuam a ser adiadas.
“Do Governo, não estamos a sentir qualquer resposta”, afirmou a presidente da câmara municipal, enaltecendo o esforço da autarquia para responder às necessidades dos munícipes face aos danos provocados pela tempestade Erin.












































