
O Ministério da Agricultura e Ambiente (MAA) acaba de confirmar a deteção de um surto de Peste Suína Africana (PSA) na ilha de São Nicolau, mais concretamente na Ribeira Brava, após o surgimento de suspeitas clínicas e a realização de análises laboratoriais.
Em comunicado divulgado nas redes sociais, o MAA informa que estão a ser implementadas medidas rigorosas de vigilância e controlo, conforme os protocolos da Autoridade Veterinária.
Face à confirmação do surto, as autoridades sanitárias avançaram com um conjunto de medidas preventivas e de controlo, visando travar a propagação da doença e salvaguardar a saúde animal. Entre as principais ações adotadas estão a “restrição da movimentação de suínos das zonas afetadas para outras áreas, a proibição do trânsito desnecessário de pessoas nas explorações e o reforço da inspeção sanitária a nível inter-ilhas”.
Foram igualmente impostas medidas rigorosas de higiene, desinfeção e biossegurança nas explorações, bem como a proibição da alimentação dos suínos com restos que contenham carne de porco. As autoridades determinaram ainda a proibição do abate, consumo ou venda de animais doentes, e apelam ao cumprimento rigoroso das orientações para evitar o agravamento da situação.
O MAA alerta que a PSA não tem vacina nem tratamento eficaz. A transmissão ocorre através de contacto direto entre suínos doentes e sadios, sangue, fezes, urina e secreções, restos de alimentos contaminados, e veículos, equipamentos, roupas e calçados contaminados.
Os suínos infetados podem apresentar febre alta, falta de apetite e apatia, diarreia e vómitos (por vezes com sangue), abortos em fêmeas gestantes e manchas avermelhadas nas orelhas, abdómen e patas. O Ministério apela à população para que qualquer suspeita da doença seja comunicada de imediato às Delegações do MAA ou ao Serviço Veterinário Oficial.
“A notificação rápida é fundamental para permitir um diagnóstico célere, conter a propagação da doença e proteger o efetivo suíno nacional”, sublinha o comunicado.
As autoridades sanitárias garantem que continuam a monitorizar a situação e que novas informações serão divulgadas de acordo com a evolução do surto.
“Contamos com a colaboração de todos para garantir a segurança sanitária, proteger os criadores e minimizar os impactos na suinocultura”, conclui o MAA.












































