
O primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, considerou hoje, 25, que o balanço dos dez anos de governação é “muito positivo” e demonstra que Cabo Verde tem uma liderança capaz de “fazer tudo, em momentos difíceis, recuperar, relançar, produzir resultados, gerar confiança e seguir com determinação no duro caminho para o desenvolvimento”.
A afirmação foi feita durante a sessão subordinada ao tema “Dez Anos de Governação: Balanço, Crescimento Sustentável e Desafios Futuros”.
“Somos uma nação secular que sabe o que é enfrentar, resistir, superar e vencer crises sem soçobrar, e recomeçar mais forte, sempre com a ambição do progresso e do desenvolvimento”, afirmou Ulisses Correia e Silva.
Na área económica, o primeiro-ministro destacou que Cabo Verde atingiu o estatuto de País de Rendimento Médio Alto e registou o nível de desemprego mais baixo da sua história.
Entre as medidas anunciadas, destacam-se o aumento do Salário Mínimo Nacional para 25.000 escudos em 2027 e a redução do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Coletivas para 15%. Quanto à pobreza, o governante afirmou que “Temos menos pobreza hoje do que há dez anos”.
A área da saúde foi um dos momentos altos do discurso. O primeiro-ministro anunciou que cinco centros de saúde já foram construídos e sete outros estão em execução, e que o novo Hospital Nacional de Cabo Verde na Praia “vai ser realidade”. Salientou ainda a melhoria dos hospitais centrais na resposta às doenças oncológicas e renais, “que já não precisa de evacuação externa”, e a criação de Unidades de Cuidados Intensivos.
“A saúde é mais um exemplo do nosso compromisso com o ciclo transformacional de desenvolvimento de Cabo Verde, numa perspetiva de médio e longo prazo e não de meros ciclos eleitorais”, sublinhou, referindo ainda a introdução da vacina contra o HPV no calendário nacional.
Face às secas severas dos últimos anos, o Governo, segundo o mesmo, apostou na dessalinização, reutilização de águas residuais e massificação da rega gota a gota. A área irrigada por este sistema já atingiu 63%, com previsão de 70% em 2026 e 100% em 2030. “Este é um exemplo de que não estivemos a governar apenas para proteger, recuperar e relançar o país pós-crises, mas definimos políticas e investimos numa perspetiva de desenvolvimento a médio e longo prazo para ser mais resiliente e mais sustentável”, declarou.
Na educação, o governante anunciou a meta de tornar obrigatório o ensino secundário de 12 anos até 2030 e elevar a taxa de acesso ao ensino superior dos atuais 23% para 90%, “que é o padrão de países desenvolvidos”. Elogiou também a nova geração de empreendedores digitais cabo-verdianos, salientando que “os nossos talentos se apresentam de cara levantada em eventos mundiais como a Web Summit”.
Na oportunidade, o Governo comprometeu-se a atingir mais de 50% da produção elétrica por via de energias renováveis até 2030 e mais de 80% até 2040, com impactos diretos na redução da fatura energética das famílias e das empresas. Na conectividade, anunciou investimentos na frota aérea e marítima e em infraestruturas portuárias, com reforço dos descontos de 40% nos bilhetes para residentes de Santiago Norte, Maio e Brava.












































