
O vice-primeiro-ministro e ministro das Finanças, Olavo Correia, alertou terça-feira, 03, na Praia, que a recente subida de mais de 10 pontos percentuais no preço do petróleo poderá ter “implicações diretas” na economia de Cabo Verde, num contexto de agravamento das tensões no Médio Oriente.
À margem da abertura da oitava edição das Jornadas Portuárias, o governante reagiu aos confrontos envolvendo Irão, Israel e os Estados Unidos, sublinhando que o arquipélago, enquanto economia aberta e fortemente dependente da importação de combustíveis, deve preparar-se para um cenário de maior volatilidade nos mercados energéticos.
Olavo Correia destacou que, além dos conflitos geopolíticos, os países enfrentam também o impacto crescente de eventos climáticos extremos, o que exige maior capacidade de adaptação e resposta por parte dos governos.
Questionado sobre a eventual criação de um gabinete de crise para reunir diferentes parceiros perante choques externos, o vice-primeiro-ministro considerou que a governação atual já pressupõe uma gestão permanente de riscos.
“A gestão hoje é uma gestão de crise”, afirmou, defendendo que o Executivo deve estar preparado para responder de forma célere sempre que necessário, convocando os parceiros adequados em função das circunstâncias.
O governante recordou ainda a resposta do país à pandemia da covid-19 como exemplo da capacidade de resiliência nacional face a cenários adversos.
Entretanto, analistas internacionais alertam que uma eventual escalada militar poderá afetar o tráfego no Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde transita cerca de 20% do petróleo mundial, aumentando a pressão sobre os preços globais da energia e, consequentemente, sobre economias dependentes da importação de combustíveis, como a cabo-verdiana.












































