
A cantora brasileira Margareth Menezes protagonizou uma das atuações mais marcantes do segundo dia do Kriol Jazz Festival 2026, na Praia, conquistando o público com um espetáculo carregado de emoção, energia e forte ligação cultural entre Cabo Verde e o Brasil.
Na sua estreia no palco do festival, a também ministra da Cultura do Brasil mostrou-se visivelmente satisfeita com a receção calorosa do público cabo-verdiano. “Foi um momento muito especial. Fiquei muito feliz com o convite e por estar aqui a participar”, afirmou.
A artista destacou ainda a proximidade cultural entre os dois povos, sublinhando a energia partilhada. “É um povo muito parecido com o povo baiano, com o povo afro-brasileiro. Senti que houve uma ligação muito bonita”, disse, reforçando a ideia de que a música aproxima culturas.
Durante a atuação, marcada por grande interação com o público, Margareth Menezes sublinhou o papel da música como instrumento de união e alegria. “A música serve para isso, para levar alegria às pessoas”, afirmou.
Com uma carreira consolidada, a cantora aproveitou também para partilhar a sua visão sobre valores humanos e convivência. “Temos de pensar que todos temos necessidades comuns enquanto seres humanos. O mínimo que podemos desejar ao outro é aquilo que desejamos para nós”, defendeu.
A artista rendeu ainda homenagem à icónica Cesária Évora, destacando-a como uma referência marcante na música. “Foi uma mulher de uma simplicidade incrível e com uma presença inspiradora. Para nós, cantoras, é uma grande referência”, sublinhou.
Após a atuação na Praia, Margareth Menezes segue para a ilha de São Vicente, onde tem agendado um espetáculo, reforçando a sua ligação à cultura cabo-verdiana.
O segundo dia do festival contou ainda com a atuação do pianista cubano Alfredo Rodríguez, que destacou a afinidade cultural entre Cuba e Cabo Verde, afirmando sentir-se “em casa” sempre que visita o país.
A 15.ª edição do Kriol Jazz Festival termina este sábado, 11 de Abril, com atuações de Fattú Djakité, Ismaël Lô, Brooklyn Funk Essentials e Saad Tiouly, que encerra o festival, reafirmando-o como um dos maiores palcos de celebração da música e da diversidade cultural em Cabo Verde.












































