
Com Álvaro Ludgero Andrade, em Washington DC
“50 Anos da Independência de Cabo Verde” é o título do álbum que Kim Alves lança amanhã, 8 de março, na Cidade Velha. A obra reúne músicas inéditas gravadas há mais de duas décadas e que agora vêm a público para celebrar o “jubileu de ouro” do País e homenagear a mulher cabo-verdiana. A produção é do próprio Kim Alves, e é promovida pela Hello Cabo Verde, com sede em New Bedford, Estados Unidos da América.
Um tema inédito interpretado por um dos ícones da música cabo-verdiana, Ildo Lobo, em 1999, cinco anos antes da morte dele, e com arranjos do também consagrado compositor e intérprete Norberto Tavares, é uma das principais atracções do disco.
Outro destaque do álbum de cinco faixas é o tema que lhe dá título ─ “Nha fidju” ─, também um inédito do músico e produtor Kim Alves, cuja letra é da autoria do promotor musical Tony Neves e aborda a realidade de muitos pais cabo-verdianos que, por diversas razões, não conseguem atribuir a paternidade aos filhos. “São situações do quotidiano cabo-verdiano, mas que nada têm a ver comigo em particular ou com o intérprete”, ressalta Neves.
“Celebra 50 anos de independência foi um desafio que me foi lançado pelo Tony Alves e que me obrigou, no bom sentido, a meter mãos à obra e tentar fazer o melhor que podia porque visava celebrar a nossa independência nacional”, diz Kim Alves, que recorreu a nomes conhecidos da música cabo-verdiana nos Estados Unidos da América e em Cabo Verde.
Com gravações feitas nos Estados Unidos da América, na Praia e em São Vicente, Kim Alves juntou Zé Galvão, Vargas Monteiro, Grace Évora, Djédjé, Ana Paola, Albertino Évora, Arlindo Rodrigues, Meno Pecha, Mindela, Totchi, Paulinha e Dezenh. “Cada um dos participantes que abraçou a ideia colocou os seus sentimentos e alma na música”, afirma Kim Alves, que também acredita que todos “vão gostar” do disco.
Outro tema deste trabalho discográfico é o conhecido “Nôs Cabo Verde di Sperança”, gravado em 2007 pelo grupo juvenil New Energy, em jeito de homenagem a Norberto Tavares, compositor do tema criado na década de 1970. Mais duas músicas inéditas completam a obra: “Pátria Amada”, interpretada por Djosinha e composta por Anu Nobu, gravada em 1999 com arranjos de Manuel Di Candinho, e “Lágrima Sentide”, de Luís Lima, interpretada por Belinda Lima e gravada no ano 2000, com arranjos de Ramiro Mendes.
O disco é apresentado neste domingo, 8 de março, no Hotel Vulcão, na Cidade Velha, com a presença de Kim Alves e vários artistas, num programa que homenageia também a mulher. A distribuição dos discos será feita por organizações não governamentais selecionadas e a receita destina-se a pessoas em situação de vulnerabilidade, sobretudo crianças, explica Tony Neves, da Hello Cabo Verde.
A capa, concebida pelo artista plástico e cenógrafo João “Boss” Brito, simboliza os 50anos de conquistas de Cabo Verde (incluindo Cesária Évora), a seleção masculina de futebol, que vai participar no Mundial de Futebol deste ano, e a seleção feminina de andebol, que que estará pela primeira vez no Campeonato Africano das Nações (CAN).
Mais do que arte, conclui Neves, este projeto preserva memórias musicais valiosas, liga gerações e contribui para causas sociais, transformando arte e história em ação solidária.












































