
O ministro da Saúde, Jorge Figueiredo, afirmou hoje, 7 de abril, que a ciência e a evidência científica devem estar no centro das decisões em saúde, sublinhando a importância de reforçar a literacia e combater a desinformação. Declarações feitas âmbito das celebrações do Dia Mundial da Saúde, sob o lema “Juntos pela Saúde. Apoie a Ciência”.
Numa mensagem dirigida ao País, o governante destacou que a investigação científica é essencial para compreender os problemas de saúde, antecipar riscos e orientar políticas públicas com rigor. “Permite-nos transformar dados em conhecimento e conhecimento em ação. Permite-nos, sobretudo, proteger vidas com responsabilidade”, afirmou, defendendo ainda a necessidade de promover uma comunicação responsável e baseada em evidências, alertando para os riscos da desinformação no espaço público.
“É fundamental reforçar a literacia em saúde e combater perceções distorcidas com serenidade, transparência e base científica”, sublinhou. Dirigindo-se aos profissionais de saúde, Jorge Figueiredo considerou o Sistema Nacional de Saúde como uma “obra coletiva” construída ao longo de décadas, salientando o papel determinante dos trabalhadores na sua consolidação e funcionamento.
“O Sistema Nacional de Saúde é um património público nacional que depende, em grande medida, da vossa dedicação diária para a sua promoção e salvaguarda”, afirmou Jorge Figueiredo, acrescentando que se trata de um sistema que “tem salvado vidas, reduzido sofrimento e levado cuidados de saúde a todas as ilhas e comunidades do país”.
O governante destacou também os avanços alcançados, referindo que Cabo Verde apresenta indicadores de saúde reconhecidos internacionalmente, posicionando-se entre os melhores em África. Apesar dos progressos, defendeu uma postura crítica e responsável na gestão do sector. “Defender o sistema não significa negar os problemas. Significa enfrentá-los com responsabilidade, proteger o que funciona e melhorar o que precisa de ser melhorado”, afirmou Figueiredo, que também defendeu que um sistema moderno exige rigor técnico, transparência, responsabilidade institucional e capacidade de resposta eficaz a desafios emergentes, incluindo a disseminação de informações incorretas.
Ao povo cabo-verdiano, reafirmou que a proteção da saúde é uma responsabilidade coletiva, apelando à confiança na ciência, ao respeito pelas orientações de saúde pública e à adoção de comportamentos saudáveis. “O futuro do nosso sistema de saúde será construído com base na ciência, na responsabilidade coletiva e na confiança nas nossas instituições”, concluiu, defendendo um sistema “mais forte, mais resiliente, mais moderno e mais próximo das pessoas”.












































