Terça-feira, 31 Março 2026

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Combustíveis: Governo trava subida dos preços e assume 70% dos custos

O Governo anunciou esta segunda-feira, 30, a suspensão da atualização automática dos preços dos combustíveis e vai assumir cerca de 70% do défice gerado, numa medida em vigor entre 1 de abril e 30 de junho, para proteger o poder de compra das famílias e a sustentabilidade das empresas face à instabilidade internacional.

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A decisão foi comunicada pelo vice-primeiro-ministro e ministro das Finanças, Olavo Correia, que explicou que a medida visa mitigar os efeitos económicos do conflito entre os Estados Unidos da América e o Irão, a fim de evitar um impacto imediato na eletricidade, nos transportes e nos bens alimentares.

Segundo o governante, o Executivo optou por suspender o mecanismo automático de fixação de preços aplicado pela Agência Reguladora Multissetorial da Economia (ARME), de forma a travar a repercussão integral da subida dos preços internacionais no mercado nacional.

“Para evitar que a subida histórica do petróleo Brent, superior a 160% em termos homólogos, seja totalmente transferida para o custo de vida, decidimos intervir para garantir a estabilização”, afirmou.

O Governo definiu limites máximos para os aumentos, fixando ajustes de 8% para a gasolina e o gasóleo normal, 5% para o gás butano e o gasóleo marítimo, e 2% para o fuelóleo e o gasóleo destinado à produção de eletricidade.

De acordo com o Executivo, sem esta intervenção, os aumentos verificados no mercado internacional, cerca de 102% no gás e 103% no gasóleo, seriam refletidos diretamente nos preços ao consumidor, com risco de forte impacto na economia.

Para evitar esse cenário, o Estado assumirá a maior parte dos custos, garantindo o abastecimento pelas empresas petrolíferas sem que os consumidores suportem o valor real da subida.

O mecanismo de compensação será financiado através de receitas fiscais adicionais associadas aos combustíveis, do reforço do Orçamento do Estado e da mobilização de recursos extraordinários, num modelo semelhante ao adotado durante a pandemia da covid-19.

A ARME passará a calcular os preços com base nos limites definidos pelo Governo, para assegurar que o impacto da crise energética internacional seja atenuado no país.

A medida foi aprovada em Conselho de Ministros através da Resolução n.º 63/2026, com o objetivo de garantir a estabilidade económica e reduzir os efeitos da escalada dos preços internacionais dos combustíveis.

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