
O Ecossistema Digital de Investimento, uma plataforma que centraliza num único ambiente todos os processos do ciclo de investimento em Cabo Verde, é apresentado hoje, 17, na cidade da Praia, numa cerimónia que marca a entrada em funcionamento de uma ferramenta concebida para eliminar a burocracia fragmentada e acelerar a concretização de negócios no país.
A plataforma, desenvolvida pela Cabo Verde Trade Invest com financiamento do Banco Mundial no âmbito do Projeto Digital de Cabo Verde, integra desde o cadastro do investidor e registo do NIF até à constituição de empresas e aprovação de projetos, e inclui um modelo de “soft landing” específico para facilitar o empreendedorismo da diáspora cabo-verdiana.
O evento, segundo o Governo, marca o arranque de uma plataforma estratégica que responde aos desafios estruturais enfrentados por investidores e empresas. A plataforma oferece uma gestão integrada e digital de todos os processos críticos desde o primeiro contacto até à plena maturidade do projeto.
O Ecossistema Digital disponibiliza funcionalidades que acompanham o investidor em todas as etapas: cadastro, registo do Número de Identificação Fiscal, constituição de empresas e avaliação de projetos através de análises técnicas, financeiras e estratégicas destinadas a reduzir riscos e validar a elegibilidade dos investimentos.
A plataforma integra os processos de aprovação, certificação e registo de investimentos num único ambiente digital, a fim de eliminar a necessidade de o investidor interagir separadamente com múltiplas entidades públicas.
O lançamento inclui a apresentação do modelo de “soft landing” desenvolvido especialmente para a diáspora cabo-verdiana, que assegura acompanhamento personalizado desde a formalização legal e fiscal até à constituição da empresa, obtenção de licenças, acesso a financiamento e integração no ecossistema empresarial local.
“O programa para emigrantes visa transformar o interesse de investir em Cabo Verde em projetos empresariais concretos e sustentáveis, reduzindo barreiras administrativas, burocráticas e operacionais que tradicionalmente dificultavam o empreendedorismo da diáspora”, destaca o Executivo.
A iniciativa, financiada pelo Banco Mundial, posiciona-se como um instrumento de transformação económica e administrativa que promove um ambiente de negócios mais ágil, transparente e competitivo através da integração de tecnologia, serviços públicos e redes empresariais num único ambiente digital.












































