
O Governo cabo-verdiano expressou hoje, 5, “grande preocupação” e solidariedade para com a evolução da situação política na Venezuela e ainda alertou para os potenciais impactos na segurança energética do arquipélago, defendendo que Cabo Verde deve acelerar a transição para fontes de energia renováveis como resposta aos desafios colocados pela instabilidade em países produtores de petróleo, como é o caso desse país da América Latina.
“Preocupado com o futuro do País, expressa a sua sincera esperança na construção de uma Venezuela democrática, que garanta a estabilidade e prosperidade para o seu povo, com base num diálogo interno inclusivo e no respeito pelo Estado de Direito Democrático e suas Instituições e pelos princípios de convivência pacífica e de boa vizinhança”, lê-se no comunicado do executivo.
Numa conferência de imprensa sobre o Orçamento do Estado para 2026, o vice-primeiro-ministro e ministro das Finanças, Olavo Correia, vincou que Cabo Verde acompanha de perto os acontecimentos na República da Venezuela, onde o presidente Nicolás Maduro foi recentemente capturado e retirado do país após o que Donald Trump classificou como um “ataque em grande escala”.
O governante sublinhou que a crise num dos maiores produtores mundiais de petróleo obriga o país a manter-se vigilante, sobretudo nas questões relacionadas com combustíveis e segurança energética. “Tudo que tem a ver com combustíveis e a segurança energética preocupa o país”, afirmou Olavo Correia.
Numa declaração oficial, o Executivo cabo-verdiano reiterou a solidariedade com o povo venezuelano e reafirmou o compromisso com os princípios fundamentais do direito internacional consagrados na Carta das Nações Unidas. O Governo manifestou ainda esperança na construção de uma Venezuela democrática, baseada no diálogo inclusivo e no respeito pelo Estado de Direito.
Face aos contextos “cada vez mais desafiantes” na cena multilateral, o vice-primeiro-ministro defendeu que Cabo Verde deve concentrar-se nas variáveis que controla. Para isso, considera essencial acelerar a agenda de transição energética, aumentando a produção de energia através do sol, do vento e, futuramente, do hidrogénio verde.
Nesta ótica, Olavo Correia estabeleceu como meta atingir 80 por cento de produção de energias renováveis, reduzindo a dependência de combustíveis fósseis importados de parceiros terceiros. Esta estratégia surge como resposta direta à volatilidade dos mercados energéticos e às crises políticas que afetam países produtores de petróleo.












































