
A liberdade no mundo voltou a recuar em 2025, assinalando o vigésimo ano consecutivo de declínio, segundo o mais recente relatório “Freedom in the World 2026”, divulgado pela Freedom House. De acordo com o documento, 54 países registaram deterioração das condições de liberdade, enquanto apenas 35 apresentaram melhorias, confirmando uma tendência persistente de erosão democrática à escala global.
Um dos dados mais preocupantes indica que apenas 21% da população mundial vive atualmente em países considerados livres, uma queda acentuada face aos 46% registados há cerca de duas décadas.
O relatório aponta como principais fatores para este retrocesso a proliferação de golpes de Estado, o uso excessivo da força contra manifestantes pacíficos e o enfraquecimento deliberado de instituições democráticas, como tribunais independentes e órgãos de supervisão.
Entre os países que registaram maiores quedas em 2025 destacam-se a Guiné-Bissau, a Tanzânia, o Burkina Faso, Madagáscar e El Salvador, refletindo crises políticas, restrições às liberdades e instabilidade institucional.
Apesar do cenário negativo, a Freedom House sublinha sinais de resiliência em várias sociedades, com cidadãos, jornalistas e organizações da sociedade civil a continuarem a lutar pelos direitos fundamentais, muitas vezes enfrentando repressão.
O relatório destaca ainda o impacto crescente da desinformação, da manipulação eleitoral e da concentração de poder no executivo como desafios centrais para as democracias contemporâneas.
A organização alerta que o declínio da liberdade não é inevitável, mas exige respostas mais firmes e coordenadas por parte da comunidade internacional, sob pena de se assistir ao enfraquecimento progressivo dos direitos e liberdades.
Relativamente a Cabo Verde, os dados referentes a 2025 ainda não foram divulgados. No entanto, em 2024, o país foi classificado como “livre”, com uma pontuação de 92 em 100 no índice da Freedom House.












































