Quarta-feira, 04 Fevereiro 2026

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Fogo: São Filipe vai ter Museu da Diáspora

Foi assinado esta terça-feira, 3,  em São Filipe, o memorando de entendimento que oficializa a criação do Museu da Diáspora no Fortim Dona Carlota Joaquina. O acordo tripartido reúne o Governo de Cabo Verde e a Câmara Municipal local com o objetivo de estudar, preservar e homenagear a emigração cabo-verdiana.

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O museu nasce com o propósito de ser um espaço de estudo, preservação e memória dos fenómenos migratórios cabo-verdianos e reconhece o contributo da diáspora para o desenvolvimento do país.

“Hoje damos mais do que um passo administrativo, damos um passo afetivo, aproximamos a nossa diáspora das nossas raízes, reforçamos a nossa identidade coletiva e abrimos caminhos para que tradições, talentos e histórias encontrem novos rumos”, afirmou Vanusa Barbosa.

A secretária de Estado destacou ainda a importância do projeto como “uma porta aberta para dentro e para fora, onde cada cabo-verdiano, em qualquer parte do mundo, se reconheça e se sinta como parte integrante” da nação.

Para o presidente da Câmara de São Filipe, Nuías Silva, trata-se de um momento singular para a região e para a diáspora, em particular a norte-americana. O autarca recordou o início da emigração cabo-verdiana no século XIX, ligada à pesca da baleia e ao recrutamento de marinheiros.

Nuías Silva destacou ainda que “o contributo de Cabo Verde para o mundo e para a diáspora é muito maior do que o tamanho dessas 10 ilhas”, enfatizando que a diáspora cabo-verdiana “merece todo o nosso respeito, amor, carinho, dedicação e investimento”.

O primeiro-ministro Ulisses Correia e Silva, por sua vez, classificou a assinatura do memorando como “um ato de elevado simbolismo histórico, cultural e identitário”. Destacou ainda o papel determinante das comunidades cabo-verdianas na preservação das memórias ancestrais e na afirmação da identidade nacional.

“O Museu da Diáspora nasce como um espaço de memória, valorização e promoção da emigração cabo-verdiana, resgatando percursos, vivências e contributos dos nossos compatriotas nos mais diversos contextos”, declarou o chefe do Governo.

Segundo Correia e Silva, a transformação do Fortim Dona Carlota permitirá valorizar o património histórico, reforçar a atratividade cultural e turística da ilha do Fogo e criar um espaço vivo de reflexão sobre a identidade cabo-verdiana.

Na mesma ótica, segundo o Ministério da Cultura, o próximo passo é o envio de uma equipa técnica para avaliar o Fortim e submeter um orçamento para a concretização do Museu da Diáspora em São Filipe.

O Fortim de Dona Carlota, construído em 1667, já acolheu ao longo da sua história diversos serviços de relevo e será agora transformado num espaço dedicado à memória e valorização da diáspora cabo-verdiana.

Fonte: Inforpress

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