
O Governo decidiu atribuir uma pensão de sobrevivência, no valor mensal de 75 mil escudos, aos filhos menores do falecido músico cabo-verdiano Carlos Manuel Tavares Lopes, conhecido artisticamente por Romeu di Lurdis, conforme resolução publicada no Boletim Oficial desta quinta-feira, 19.
A medida foi adotada ao abrigo da Lei n.º 34/V/97, de 20 de junho, que institui a denominada “Pensão do Tesouro”, sendo o montante pago mensalmente pelo Orçamento do Estado à mãe e representante legal dos menores, nas mesmas datas dos demais pensionistas.
De acordo com o diploma, o apoio entra em vigor a partir do mês seguinte ao da publicação e será mantido até que os beneficiários atinjam a maioridade.
A decisão surge como forma de reconhecimento pelo contributo do artista para a cultura nacional e para a promoção de causas sociais através da música de intervenção.
Recorde-se que Romeu di Lurdis faleceu aos 36 anos, em outubro do ano passado, em Lisboa, vítima de um ataque cardíaco, na véspera de um espetáculo que tinha agendado no Auditório da Igreja de Damaia, no município da Amadora.
Autor e intérprete de temas como “Txitxaru Fresku”, “Barku di Alentu”, “Fera na Sukupira” e “Nha Rubera”, o artista lançou em janeiro do mesmo ano o seu último trabalho discográfico, intitulado “Kuraçon Aberto”, cinco anos após a edição do álbum de estreia “Amoransa”.
Para além da sua trajetória musical e intervenção social, Carlos Manuel Tavares Lopes teve também uma passagem pela política, tendo concorrido a duas eleições autárquicas à Câmara Municipal da Praia, como independente e posteriormente enquanto líder do Partido do Trabalho e da Solidariedade (PTS).
As suas composições abordavam, sobretudo, questões sociais, refletindo preocupações ligadas à imigração, juventude, desigualdades e vivências quotidianas.












































