Terça-feira, 17 Fevereiro 2026

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Feira das Cinzas na capital destaca produtos típicos

A décima primeira edição da Feira das Cinzas prossegue hoje, 17, no Largo de Sucupira, concentrando numa só área a maior oferta de produtos típicos da refeição tradicional que marca o início da Quaresma. O evento, que arrancou ontem,16, e termina amanhã, 18, transforma o espaço num mercado a céu aberto com centenas de bancas preenchidas com os ingredientes essenciais para o prato principal e a sobremesa da Quarta-Feira de Cinzas.

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A feira reúne 240 comerciantes vindos de diversos municípios de Santiago, criando um ponto de venda alternativo aos mercados convencionais da Praia. A organização distribuiu os expositores por categorias de produtos e reserva a maior fatia da área aos vendedores de hortícolas: são 190 bancas que oferecem legumes e verduras frescas colhidas nas zonas agrícolas da ilha.

O peixe, ingrediente incontornável do prato tradicional da Quarta-Feira de Cinzas, marca presença na banca de 40 comerciantes especializados. As variedades secas dominam a oferta, respondendo à procura habitual desta época festiva. A feira integra ainda três vendedores de licores e derivados, dois de doces típicos, dois de artesanato, além de bancas de cuscuz e plantas ornamentais.

A iniciativa da Câmara Municipal da Praia funciona como solução para descongestionar os mercados permanentes, que, nesta altura, enfrentam entrada extraordinária de mercadorias e grande afluxo de compradores. José Carlos Varela, administrador do Serviço Público de Abastecimento do Município, explicou que a concentração num espaço temporário melhora as condições de venda e facilita o acesso dos consumidores.

Os preços praticados no segundo dia mantêm-se estáveis. A batata-doce e a mandioca custam entre 200 e 240 escudos por quilograma, enquanto o pimentão atinge os 400 escudos. O peixe seco, produto de eleição para os pratos das Cinzas, varia entre 1.200 e 1.400 escudos o quilo. Produtos como tomate (120 a 150 escudos), cebola (300 escudos), xerém (100 escudos) e couve (120 escudos) completam a oferta diversificada.

A feira adota o lema “Tradison ka ta mori, sabor ka ta kaba”, sublinhando a ligação entre a atividade comercial e a preservação das tradições gastronómicas locais. O presidente da Câmara Municipal, Francisco Carvalho, justificou o investimento municipal na organização como forma de valorizar o trabalho das rabidantes e manter vivas as práticas culturais enraizadas na sociedade cabo-verdiana.

O movimento comercial no primeiro dia foi classificado pelos organizadores como dinâmico e consistente, apesar de alguns vendedores terem reportado vendas ainda tímidas. A expectativa aponta para maior intensidade hoje e amanhã, à medida que as famílias finalizam as compras para a celebração.

A feira encerra amanhã, quarta-feira, 18 de fevereiro, completando três dias de atividade comercial intensiva no centro da capital cabo-verdiana.

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