
A Polícia Judiciária deteve, na ilha de São Vicente, o ex-candidato à Presidência da República Gilson Alves, em cumprimento de um mandado emitido pelo Ministério Público, na sequência de declarações públicas consideradas ameaçadoras contra magistrados, polícias e instituições do Estado.
Segundo fonte oficial da Polícia Judiciária, a detenção resulta de afirmações feitas recentemente pelo arguido durante uma entrevista à Televisão de Cabo Verde, na qual anunciou a intenção de se recandidatar à Presidência da República e proferiu ameaças dirigidas a juízes, procuradores e agentes policiais, acusando-os de corrupção e defendendo a aplicação de “pena de morte”.
Na mesma ocasião, Gilson Alves declarou que pretende assumir o poder “ou à força ou a jeito” e instaurar um modelo de governação com poderes absolutos, incluindo a criação de uma lista de pessoas a executar, o que motivou a intervenção das autoridades judiciais.
O arguido já tinha sido alvo de medidas judiciais anteriores. Em 2023, o Tribunal da Comarca de São Vicente decretou a sua prisão preventiva por envolvimento num caso de agressão contra o músico Jacinto Pereira (Djassa). Posteriormente, foi condenado a quatro anos e dez meses de prisão pelos crimes de ameaça, ofensa à integridade física e disparo com arma de fogo, tendo a pena ficado suspensa por um período de quatro anos.
O ex-candidato interpôs recurso da decisão junto do Tribunal da Relação do Barlavento, processo que ainda decorre. Gilson Alves concorreu às eleições presidenciais de 2021, nas quais obteve 0,8% dos votos.












































