
Novos membros do Conselho Diretivo do Centro de Estudos Judiciários e Jurídicos (CEJJ), empossados esta quinta-feira, 29, num ato que assinala o reforço da liderança da instituição responsável pela formação dos magistrados e demais operadores da justiça em Cabo Verde.
Na cerimónia, a ministra da Justiça, Joana Rosa, destacou a responsabilidade que recai sobre o novo Conselho Diretivo, sublinhando que o CEJJ desempenha um papel determinante na promoção de uma justiça mais séria, eficiente e alinhada com as exigências atuais do Poder Judicial.
A ministra da Justiça reiterou que, com este novo ciclo diretivo, Cabo Verde reforça, pela primeira vez, um centro de formação estruturado que investe num dos pilares fundamentais da democracia. Segundo explicou, o CEJJ permitirá uniformizar e adaptar padrões de formação, promover uma cultura jurídica assente no rigor técnico e científico, fortalecer a ética profissional e preparar o sistema judicial para desafios contemporâneos, como a digitalização, a criminalidade organizada e a crescente complexidade dos litígios.
“Mais do que um centro de formação, o CEJJ nasce como um verdadeiro instrumento de soberania, assumindo a formação jurídica e judiciária como uma dimensão estruturante da independência do poder judicial”, afirma Joana Rosa.
O presidente do Conselho Diretivo do CEJJ, Simão Santos, salientou que o exercício da magistratura, nos tempos atuais, vai além da formação académica, exigindo experiência, ética e um compromisso permanente com os valores universais da justiça.
“Ser magistrado é comprometer-se com a verdade, a igualdade e o respeito pleno e incondicional pela pessoa humana”, disse, acrescentando que o direito deve estar sempre ao serviço desses valores.
Por sua vez, o procurador-geral da República, José Landim, defendeu que a especialização contínua dos magistrados é uma necessidade constante para melhorar a qualidade da justiça no país. Considerou que o novo Conselho Diretivo terá um papel central no reforço da formação técnica, científica e humana, bem como na articulação com os órgãos de polícia criminal e outras instituições relevantes do sistema judicial.












































