
A Escola de Futebol EFAT denunciou publicamente, através de comunicado nas redes sociais, ter sido impedida de participar no Campeonato Regional Sub-17 da época desportiva 2025/2026 por alegado abuso de poder do Presidente da Associação Regional de Futebol de Santiago Sul (ARFSS), Mávio Avelino.
Segundo a instituição, que conta com 13 anos de atividade contínua, a situação é resultado de uma série de acontecimentos que considera configurarem uma violação dos princípios de transparência e equidade no tratamento dos membros da associação regional.
De acordo com o comunicado da EFAT, a escola não teve conhecimento da reunião realizada no dia 18 de novembro de 2025, na sede da ARFSS, destinada à inscrição dos clubes no campeonato, por não ter recebido o email de convocatória. A própria secretária da ARFSS confirmou posteriormente que o endereço eletrónico da EFAT foi inserido de forma incorreta, impossibilitando a receção da comunicação oficial.
Logo que tomou conhecimento da situação, no dia 24 de novembro, a EFAT contactou telefonicamente o Presidente da ARFSS, manifestando interesse em participar no campeonato, como tem feito há mais de 10 anos, e explicando que a ausência na reunião se deveu exclusivamente ao erro administrativo. Apesar das várias tentativas de contacto, não foi apresentada qualquer solução concreta.
No dia 19 de dezembro, quando um membro da EFAT se dirigiu à sede da ARFSS para efetuar o pagamento da taxa de inscrição, foi impedido de o fazer pelo Presidente da Associação. Para além de recusar o recebimento do pagamento, o responsável terá proferido declarações consideradas pela EFAT como “injuriosas e desadequadas”, nomeadamente: “Se quisessem participar na reunião, teriam participado, uma vez que vocês participam e sabem de tudo”; “O grupo já está fechado e não posso fazer nada”; “Outros clubes também não receberam o e-mail, mas mesmo assim participaram”.
EFAT denuncia práticas recorrentes de violação de estatutos
A escola aproveitou o comunicado para denunciar o que considera serem práticas recorrentes de violação dos estatutos e dos princípios da igualdade de tratamento entre os membros da ARFSS. Recordou que, nas eleições realizadas em 2022, as equipas seniores femininas e as Escolas de Iniciação Desportiva, enquanto membros legítimos da Associação, foram impedidas de exercer o seu direito de voto por decisão expressa do então Presidente da ARFSS, “numa clara afronta aos princípios democráticos e estatutários que regem a instituição”.
No comunicado, a EFAT sublinha que as recentes conquistas do futebol nacional, nomeadamente a histórica qualificação de Cabo Verde para o Campeonato do Mundo e a qualificação da Seleção Nacional Feminina para o CAN, “não se coadunam com práticas administrativas e decisões tão elementares quanto injustas, que colocam em causa os princípios da transparência, da equidade e do desenvolvimento do futebol juvenil”.
A instituição apresenta-se como “uma referência nacional em boas práticas de gestão, assente numa visão clara de desenvolvimento humano, inclusão social e promoção do desporto como instrumento de formação, cidadania e transformação social”, sendo reconhecida por instituições do Estado cabo-verdiano e organizações internacionais.












































