Sexta-feira, 20 Fevereiro 2026

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Easy Jet acusada de abandono e incompetência por passageira retida em S. Vicente

Uma passageira cabo-verdiana residente em Portugal denunciou publicamente, através de um vídeo publicado no facebook com o título “A pouca vergonha da Easy Jet em S. Vicente”, as condições a que foi sujeita no Aeroporto Cesária Évora, naquela ilha, após o cancelamento consecutivo de dois voos da companhia aérea britânica EasyJet com destino a Lisboa. Um tratamento “de Terceiro Mundo”, diz a passageira que no segundo dia esperou mais de 12 horas e, da parte da Easy Jet, só recebeu um vale de alimentação de nove euros.

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Liliana Pires Almeida, que foi a S. Vicente visitar a mãe, viu o seu regresso transformar-se num pesadelo que se prolongou por três dias. Tudo começou no dia 17 de fevereiro, quando os passageiros se deslocaram ao aeroporto às sete da manhã para um voo que nunca partiu. O cancelamento foi comunicado apenas por volta do meio-dia, com a justificação de condições meteorológicas adversas — explicação que a passageira contesta veementemente. “Aterrou o avião da TAP, da TACV. Se calhar, a EasyJet não aterrou porque não tem pilotos competentes para aterrar”, afirmou no vídeo.

No dia seguinte, 18 de fevereiro, a situação repetiu-se. Liliana Pires Almeida e os restantes passageiros regressaram ao aeroporto às sete da manhã para um voo previsto para as 11h00. Quando gravou o vídeo, perto das 18h00, continuavam à espera — quase 12 horas depois da chegada ao terminal, sem informações e sem qualquer representante da companhia presente. “Ninguém dá a cara pela EasyJet porque é uma companhia online”, lamentou, acrescentando que durante todo esse tempo apenas receberam um vale de nove euros para refeições.

Liliana sublinhou que a maioria dos passageiros afetados eram turistas e que vários lhe disseram não querer voltar a Cabo Verde por não desejarem repetir uma experiência em que “ninguém se importa com eles”. “O mais triste é que isto prejudica a imagem do país”, disse, numa crítica dirigida também ao Governo cabo-verdiano, a quem acusou de passividade perante este tipo de situações. “É incrível como o Governo aceita que isto seja feito e não faz nada para por fim a isto.”

A passageira fez ainda uma comparação direta com experiências anteriores com a mesma companhia: “Já viajei com a EasyJet tanto para a Escócia como para Inglaterra e foi impecável. Quando é para países tidos do Terceiro Mundo, as coisas são feitas de outra maneira.”

Após finalmente regressar a casa com três dias de atraso, Liliana Pires Almeida anunciou que vai avançar com um pedido de indemnização. “Agora vem outra luta, por uma indemnização, por chegar três dias depois do que era suposto e por incompetência da EasyJet.”

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