
A Comissão de Acompanhamento e Gestão das Praias Nacionais vai realizar um levantamento em várias praias do país para identificar e avaliar situações de ocupação das orlas marítimas, anunciou ontem, 3, o ministro do Mar, Jorge Santos, durante a cerimónia de posse da unidade operacional da comissão na ilha do Sal.
Segundo o governante, a iniciativa visa conhecer a dimensão e a complexidade dos casos existentes, num contexto de crescente pressão sobre o domínio público marítimo, impulsionada sobretudo pela expansão do turismo e pelo aumento de construções em zonas costeiras.
Jorge Santos explicou que a comissão surge como um reforço institucional para garantir o cumprimento da Lei do Domínio Público Marítimo, promovendo uma atuação articulada entre as diferentes entidades públicas, de forma a prevenir ocupações ilegais e violações das normas de construção nas praias e orlas do país.
O ministro alertou que a gestão das zonas costeiras se tem tornado cada vez mais exigente, face à procura para fins turísticos e privados, sublinhando que cabe ao Estado assegurar a proteção do litoral, a legalidade das intervenções e a segurança de residentes e visitantes.
Como exemplo, referiu casos recorrentes de incumprimento das regras de construção em várias ilhas, apontando situações registadas na Boa Vista, Praia, Santa Maria, São Vicente e Santo Antão, que, segundo afirmou, exigem tratamento jurídico rigoroso e uma aplicação estrita da legislação em vigor.
De acordo com o ministro do Mar, o funcionamento da Comissão de Acompanhamento e Gestão das Praias Nacionais e das respetivas unidades operacionais será financiado pelo Fundo do Turismo e pelo Fundo de Segurança Marítima e Transportes.
A comissão é coordenada por Teófilo Figueiredo Silva, do Gabinete das Concessões do Ministério do Mar, e integra representantes do Instituto Marítimo e Portuário, da Câmara Municipal do Sal, do Gabinete de Gestão das Zonas Turísticas Especiais e do Instituto do Turismo de Cabo Verde, que ficará responsável pela articulação com os operadores turísticos e pela promoção do uso sustentável das praias.
Jorge Santos indicou ainda que a criação da Unidade de Gestão Operacional das Praias da Boa Vista está definida como a segunda prioridade nacional no âmbito da política de gestão do litoral.
Fonte: Inforpress












































