
Os cabo-verdianos passam a pagar mais pelos combustíveis a partir de hoje, 01 de abril, após a Agência Reguladora Multissetorial da Economia (ARME) ter atualizado os preços máximos. A nova tabela de preços abrange todos os combustíveis comercializados no arquipélago.
O gasóleo para eletricidade fixa-se em 95,04 escudos por litro, o gasóleo marinha em 86,32 escudos, enquanto os combustíveis pesados registam 67,92 escudos por quilo para o Fuel 380 e 70,99 escudos para o Fuel 180. O gás butano a granel passa a custar 144,30 escudos por quilo. As garrafas de 12,5 quilos vendem-se a 1.804 escudos, as de seis quilos a 866 escudos, as de três quilos a 411 escudos e as de 55 quilos a 7.937 escudos.
A ARME alertou que sem a suspensão do mecanismo automático e as medidas de estabilização implementadas pelo Governo, os aumentos seriam drasticamente superiores. O gás butano subiria 29,91%, a gasolina 24,02%, o petróleo 53,74%, o gasóleo normal 45,22%, o gasóleo eletricidade 52,95%, o gasóleo marinha 51,82%, o Fuel 180 aumentaria 41,52% e o Fuel 380 cresceria 38,29%. No total, o acréscimo médio atingiria 42,18%.
Os preços internacionais dos combustíveis dispararam entre fevereiro e março. Segundo dados do Platts European Marketscan e LPGasWire, as cotações médias subiram 65,88% num único mês. O butano registou alta de 68,53%, a gasolina 41,30%, o Jet A1 disparou 97,55%, o gasóleo ULSD subiu 71,52% e o fuelóleo 0,5% aumentou 50,47%.
A cotação do petróleo Brent alcançou em março uma média de 95,94 dólares por barril, representando um aumento de 38,99% face aos 69,03 dólares registados em fevereiro. A escalada resulta de múltiplos fatores geopolíticos e de mercado.
A agencia reguladora identificou como principais causas da subida o conflito no Médio Oriente, com ataques a infra-estruturas petrolíferas e interrupção da navegação no Estreito de Ormuz, por onde transita cerca de 20% do comércio mundial de petróleo e gás natural liquefeito. O Iraque reduziu a produção em cerca de 1,5 milhões de barris diários devido a limitações de armazenamento e ausência de rotas de exportação.
Contribuíram ainda para a pressão nos preços a redução das exportações chinesas de derivados petrolíferos e os ataques russos às infra-estruturas energéticas ucranianas nas regiões de Poltava e Sumy.












































