
A Agência Reguladora Multissetorial da Economia (ARME) anuncia a atualização dos preços máximos dos combustíveis para o mês de janeiro de 2026, que entraram em vigor a partir das zero horas do dia 1 de janeiro, tendo registado “um decréscimo médio dos preços dos combustíveis de 7,17 por cento”.
De acordo com a nova tabela de preços, a gasolina passa a ser vendida a 123,80 escudos por litro, o gasóleo normal a 104,10 escudos por litro, o gasóleo para eletricidade a 88,40 escudos por litro e o gasóleo marinha a 78,20 escudos por litro. O petróleo custará 131,80 escudos por litro, enquanto o fuel 380 passa a 61,50 escudos por quilo e o fuel 180 a 64,40 escudos por quilo.
No que respeita ao gás butano, este passa a custar a granel 136,50 escudos por quilo, com as garrafas de 12,5 kg vendidas a 1.706 escudos, as de 6 kg a 819 escudos, as de 3 kg a 389 escudos e as de 55 kg a 7.507 escudos.
Gasóleo lidera descidas no mercado interno
Segundo o comunicado da ARME, “no mercado interno, os preços do Butano, da Gasolina, do Petróleo, do Gasóleo Normal, do Gasóleo Eletricidade, do Gasóleo Marinha, do Fuelóleo 180 e do Fuelóleo 380 diminuíram em 2,36%, 5,28%, 5,04%, 9,48%, 10,98%, 10,73%, 7,20% e 6,25%, respetivamente”.
Quando comparados com o período homólogo de janeiro de 2025, os preços registam uma variação média correspondente “a um decréscimo de 13,68 por cento”.
Mercados internacionais e cotação do petróleo
A reguladora explica que as descidas se devem à evolução dos mercados internacionais, onde “os preços médios dos combustíveis nos mercados internacionais, cotados em dólares por toneladas métricas (USD/MT), comercializados em Cabo Verde, diminuíram, em média, em 8,25% de novembro para dezembro”.
No que toca ao petróleo Brent, a cotação média em dezembro “correspondeu a 61,51 USD/barril, tendo registado um decréscimo de 2,88% quando comparada à cotação média do mês de novembro (63,33 USD/barril)”.
A ARME aponta vários fatores para a descida dos preços do petróleo, incluindo “os sucessivos aumentos inesperados dos estoques de petróleo bruto norte-americanos”, “a retoma da produção de um importante campo petrolífero iraquiano” e “os relatórios mensais da Agência Internacional de Energia (AIE) e da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), que sinalizaram um cenário de excesso de oferta de petróleo no mercado global”.
Adicionalmente, a cotação do euro face ao dólar registou “uma apreciação de 1,63%” no último dia útil de dezembro, o que “tende a diminuir os preços dos produtos petrolíferos no mercado interno, correspondendo a um decréscimo médio dos preços dos combustíveis de 0,97 por cento”.












































