
O Ministério da Saúde anunciou que vai solicitar uma avaliação médica independente internacional ao caso de Dário Tavares Silva, com o objetivo de garantir maior transparência, rigor clínico e uma análise detalhada de todo o processo.
A decisão surge, segundo um comunicado divulgado hoje, face à circulação de informações consideradas imprecisas nas redes sociais sobre a situação clínica do menor. O Ministério esclarece que a avaliação será conduzida por uma equipa internacional independente, devendo resultar num relatório circunstanciado, baseado em normas e protocolos internacionais aplicáveis a casos clínicos complexos.
“Oportunamente os resultados desta avaliação serão tornados públicos”, refere a mesma fonte, que reafirma o compromisso com a transparência, a qualidade dos cuidados de saúde e a confiança dos utentes.
Entretanto, o ministro da Saúde, Jorge Figueiredo, já tinha garantido, na terça-feira, que o Sistema Nacional de Saúde atuou de acordo com os protocolos, rejeitando qualquer falha no acompanhamento do caso.
Em declarações à imprensa, à margem das comemorações do Dia Mundial da Saúde, o governante afirmou que Cabo Verde seguiu todos os procedimentos técnicos, incluindo a articulação com especialistas em Portugal e a análise da possibilidade de evacuação médica, que acabou por não se concretizar com base em parecer clínico.
Também a diretora clínica do Hospital Universitário Agostinho Neto, Hirondina Spencer, esclareceu que a gravidade da situação resulta do estado avançado da doença diagnosticada. Segundo explicou, o menor deu entrada na unidade hospitalar já com sinais de evolução crítica, tendo o caso sido avaliado por várias juntas médicas nacionais e internacionais.
De acordo com a especialista, os pareceres apontaram para cuidados paliativos, uma vez que a patologia não apresentava possibilidades de tratamento curativo.
No comunicado, o Ministério da Saúde reitera o seu compromisso com a transparência, a qualidade dos cuidados de saúde e a confiança dos seus utentes.
O Ministério garante que o caso foi acompanhado desde o início com mobilização de equipas multidisciplinares e todos os meios técnicos disponíveis, mantendo-se disponível para apoiar a criança e a sua família.












































