
O Ministério da Educação e o Instituto de Educação, Qualidade e Avaliação (EduQA), de Portugal, assinaram hoje, 16, na cidade da Praia, um contrato de assistência técnica para a implementação do Programa Internacional de Avaliação das Aprendizagens (PISA) nas escolas de Cabo Verde.
Durante o ato, o ministro da Educação, Amadeu Cruz, afirmou que o PISA constitui um instrumento fundamental para o País traçar um panorama do desempenho educacional e definir políticas públicas estratégicas no setor. Segundo o governante, a avaliação, cuja aplicação está prevista para o próximo mês de maio, permitirá identificar lacunas no ensino e orientar melhorias nas práticas pedagógicas e nas políticas educativas.
Amadeu Cruz explicou ainda que os resultados poderão servir de base à definição de programas de formação contínua de professores, apontando a capacitação docente como um dos vetores essenciais para a melhoria da qualidade do ensino. “Os resultados permitirão não apenas a mensuração do desempenho, mas também a identificação de aspetos do processo formativo que precisam de ser corrigidos, servindo de base para ajustes que atendam às necessidades dos estudantes e melhorem a qualidade das escolas públicas”, acrescentou.
O ministro da Educação sublinhou ainda que o contrato assinado com o EduQA representa um passo importante no processo de adesão plena de Cabo Verde ao PISA internacional, atualmente em negociação com a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).
Por sua vez, o presidente do EduQA, Luís Santos, considerou que a implementação do PISA Escolar permitirá ao país dar um primeiro passo rumo à participação no PISA internacional, e também reforçar os mecanismos de avaliação da qualidade do sistema educativo e, por esta via, melhorar o ensino, defendendo que avaliações de larga escala são essenciais para perceber se as políticas educativas estão no caminho certo.
“O PISA Escolar vai permitir que Cabo Verde comece a pensar em voos mais altos, que é participar no PISA internacional”, assinalou Luís Santos, considerando tratar-se de um “ato de coragem” por parte do país implementar este sistema de avaliação.












































