
A falta de cumprimento de um protocolo assinado há dois anos entre os Bombeiros Municipais da Praia e a Câmara Municipal da Praia é o motivo da manifestação de cinco dias que pode culminar numa greve caso a autarquia não regularizar a situação destes trabalhadores.
Os bombeiros queixam-se de trabalhar sem seguros obrigatórios, com equipamentos insuficientes e sem as progressões na carreira prometidas desde março de 2022. A corporação subdimensionada para responder às necessidades da capital, segundo estes profissionais, deixa alguns elementos a trabalhar “praticamente como voluntários” após três anos de formação sem vínculo regularizado.
Isaías de Melo, porta-voz dos bombeiros, caracteriza a situação como um agravamento progressivo das condições de trabalho ao longo de mais de duas décadas, sem que as melhorias prometidas se concretizassem alguma vez.
O representante aponta três problemas centrais: a ausência de progressões na carreira profissional, a falta de subsídio de risco e a insuficiência de meios materiais para operar com segurança. Segundo diz, a corporação não dispõe de viaturas suficientes nem de equipamentos de proteção individual adequados, obrigando os operacionais a arriscar a vida nas intervenções.
A questão dos bombeiros formados pela autarquia que aguardam há três anos a regularização contratual é destacada como particularmente grave, uma vez que estes elementos prestam serviço sem vínculo formal estabelecido.
Por sua vez, Davidson Lima, do Sindicato da Indústria Geral, Alimentação, Construção Civil e Serviços, responsabilizou diretamente a câmara municipal pelo protesto, acusando a autarquia de ignorar as reivindicações apesar de as conhecer perfeitamente.
O sindicalista especifica que os bombeiros aguardam duas progressões de categoria: uma vencida em março de 2022 e outra relativa ao ano corrente. Acrescenta que a inexistência de seguros de acidentes de trabalho e de vida constitui uma violação legal, tratando-se de coberturas obrigatórias para a atividade.
A manifestação decorre de forma pacífica durante cinco dias consecutivos. Os bombeiros garantem que, sem respostas concretas da autarquia neste período, a paralisação dos serviços será inevitável.
Fonte: Inforpress












































