
Na abertura da 12.ª edição da Atlantic Music Expo, ontem, 6, no Auditório Nacional “Jorge Barbosa”, o ministro da Cultura e das Indústrias Criativas, Augusto Veiga, destacou o investimento do Estado no certame, o intercâmbio cultural e a inovação tecnológica como pilares do evento que, estye ano, reúne profissionais de mais de 15 países.
Augusto Veiga afirmou que a AME., que decorre na capital de Cabo Verde até o dia 9 de abril, quinta-feira, já se consolidou como uma plataforma estratégica para o setor cultural e as indústrias criativas. “Este evento tem sabido elevar a fasquia, afirmando a Atlantic Music Expo como uma plataforma de referência para a música e as indústrias criativas, não apenas em Cabo Verde, mas no espaço atlântico e global”— declarou o governante.
O titular das pastas da Cultura e das Indústrias Criativas realçou que, este ano, o Estado assegura mais de 50% do financiamento da AME, à semelhança do apoio prestado ao Kriol Jazz Festival, e lembrou ainda que, em 2024, foi assinado um protocolo de financiamento plurianual de cinco anos com as organizações dos dois eventos, garantindo “previsibilidade, estabilidade e sustentabilidade”.
“Este investimento não é circunstancial, é estratégico. Quando Cabo Verde investe na cultura, não está apenas a promover eventos, mas a projetar uma nação, a criar oportunidades e a afirmar o seu lugar no mundo.”— afirmou Augusto Veiga.
O diretor geral da AME, Benito Lopes, por sua vez, definiu o evento como “uma família viva”, não apenas um mercado. A edição deste ano reúne delegados e profissionais provenientes de Itália, França, Alemanha, Noruega, Estados Unidos da América, Tunísia, Canadá, Holanda, Bélgica, Brasil, Eslovénia, Índia e Portugal, entre outros países, entre eles mais de 120 músicos que dão vida a um programa que dura quatro dias.
Expetativas altas sob o lema “Música e Inteligência Artificial”
As expectativas são elevadas, nomeadamente no que tange à concretização de parcerias. “Esperamos que nestes quatro dias haja parcerias reais, que se assinem contratos e que a música feita aqui ecoe pelo mundo fora. Queremos que a Praia pulse com a energia do intercâmbio e que cada profissional saia daqui com novas ideias e novos horizontes.”, declarou Benito Lopes.
O tema central desta 12.ª edição é “Música e Inteligência Artificial”, convocando artistas e profissionais a refletir sobre o papel da inovação tecnológica no futuro da criatividade. “Queremos entender como a inovação pode ser uma ferramenta para expandir a nossa criatividade sem nunca perder a energia e emoção que só o ser humano consegue transmitir. Que o ano de 2026 seja o lugar onde a tradição abraça a tecnologia e onde a música se afirma como a nossa linguagem mais universal.”, explica o diretor geral da AME.












































