
A Comissão Especializada dos Assuntos Constitucionais, Direitos Humanos, Segurança e Reforma do Estado aprovou, esta quinta-feira, 19 de março, a Proposta de Lei que estabelece medidas de natureza preventiva e repressiva de combate à lavagem de capitais, ao financiamento do terrorismo e à proliferação de armas de destruição em massa.
A iniciativa foi apresentada pela ministra da Justiça, Joana Rosa, no Palácio da Assembleia Nacional, tendo merecido aprovação dos deputados que integram a referida comissão.
Segundo a governante, o novo modelo legal permitirá reforçar o acompanhamento e a vigilância permanentes do sistema financeiro nacional, num contexto em que Cabo Verde se afirma como um país em desenvolvimento e com crescente atracão de investimentos.
A proposta contempla alterações ao quadro legal interno, alinhadas com as recomendações do Grupo de Ação Financeira Internacional (GAFI), resultantes da avaliação internacional realizada em 2019. Essas orientações apontam para a adoção de medidas que visam proteger o sistema financeiro e prevenir riscos que possam comprometer a economia nacional.
Entre as inovações, destaca-se a criação de uma plataforma nacional para identificação e monitorização dos beneficiários efetivos, incluindo titulares de cargos políticos, gestores públicos e empresas, com o objetivo de garantir maior transparência quanto à origem da riqueza e à utilização de fundos.
Joana Rosa sublinhou que a lavagem de capitais “deturpa a concorrência, cria instabilidade no sistema financeiro e pode pôr em causa a soberania do país”. A mesma defende a necessidade de alinhar Cabo Verde com as melhores práticas internacionais, de forma a obter uma avaliação positiva nas próximas análises externas.
Apesar de Cabo Verde ter sido classificado, em 2019, como um país de baixo risco em matéria de financiamento do terrorismo, a ministra alerta para a vulnerabilidade da sub-região, marcada por instabilidade política e presença de grupos organizados, e reforça a importância de medidas preventivas.
Relativamente à proliferação de armas, a governante assegura que existem mecanismos de controlo nos portos e aeroportos, destacando o trabalho da Polícia Judiciária em cooperação com entidades internacionais, nomeadamente de países europeus e dos Estados Unidos da América.












































