
Com secas prolongadas, chuvas intensas e fenómenos extremos cada vez mais frequentes, o Governo criou a Comissão Nacional de Acompanhamento da Iniciativa “Sistema de Alerta Precoce para Todos”, dedicado exclusivamente a garantir que a população receba alertas atempados e eficazes perante riscos climáticos, conforme a resolução n.º 13/2026, publicada no Boletim Oficial de 27 de janeiro.
O mecanismo surge como resposta direta à vulnerabilidade do país enquanto Pequeno Estado Insular, onde minutos de antecedência podem fazer a diferença entre prevenção e tragédia. O objetivo é assegurar que avisos sobre chuvas extremas, tempestades, ondas de calor ou outros riscos cheguem às comunidades de forma clara, inclusiva e acionável.
A estrutura reúne entidades-chave ligadas à meteorologia, proteção civil, regulação, ação humanitária e política climática, numa lógica de articulação permanente, rompendo com respostas fragmentadas e reativas. A coordenação técnica caberá ao Instituto Nacional de Meteorologia e Geofísica, que vai reforçar o papel da ciência e dos dados na tomada de decisão pública.
Segundo o Executivo, a aposta em sistemas de alerta precoce não é apenas uma medida técnica, mas uma estratégia de proteção social e económica, alinhada com o Plano Nacional de Adaptação às Alterações Climáticas. A iniciativa permitirá antecipar impactos, reduzir perdas humanas e materiais e aumentar a capacidade de resposta das instituições e das comunidades locais.
Um investimento que, de acordo com Governo, posiciona-se na linha da frente da agenda climática internacional, e assume que a adaptação às alterações climáticas começa com informação certa, no momento certo, para todos.












































