
O presidente do Conselho Diretivo da Associação para a Defesa do Consumidor (ADECO), Nelson Faria, manifestou hoje, 9, preocupação com as consequências da escassez de gás butano, e alerta para os riscos que esta representa para a segurança alimentar, a saúde pública e o ambiente.
A falta de gás butano em algumas ilhas do país está a provocar constrangimentos significativos aos consumidores, traduzidos em longas filas nos postos de venda e dificuldades na confeção de alimentos. A situação tem sido registada, sobretudo, nas ilhas de São Nicolau, Boa Vista, Sal, Fogo e Brava.
Segundo a ADECO, a ausência prolongada de gás compromete o quotidiano das famílias e pode levar alguns consumidores a recorrer a alternativas menos seguras, como a utilização de lenha, prática que considera desaconselhável, especialmente quando existe uma fonte de energia mais segura e ambientalmente adequada.
A associação revela ter recebido várias reclamações, ainda que de forma informal, provenientes das ilhas afetadas, e defende que as empresas distribuidoras devem melhorar o planeamento do abastecimento, para garantir reservas e reposições regulares e assim, evitar ruturas no fornecimento.
Nelson Faria sublinha ainda a importância de uma atuação mais firme das autoridades competentes, no sentido de assegurar uma maior coordenação entre os operadores do setor e proteger os direitos dos consumidores.
A ADECO apela à calma da população e recomenda que os consumidores privilegiem soluções seguras para a preparação dos alimentos, encorajando igualmente a denúncia de eventuais situações que violem os seus direitos.












































